sábado, agosto 26, 2006

Ser designer é...

Por vezes é mesmo isto que sinto na pele.
Já não me lembro como é que este texto chegou às minhas mãos pois já o tenho para aqui há algum tempo. Hoje resolvi publicá-lo. Aqui vai:
«Ser designer
- É trabalhar em horários estranhos (tal como as putas)
- É pagarem-nos para fazer o cliente feliz (tal como as putas)
- O cliente às vezes até paga muito, mas o nosso patrão fica com quase tudo (tal como as putas)
- O nosso trabalho vai sempre além do expediente (tal como as putas)
- Somos recompensados por realizar as ideias do cliente (tal como as putas)
- Os nossos amigos distanciam-se e só andamos com outros iguais a nós (tal como as putas)
- Quando vamos ao encontro do cliente temos que estar sempre apresentáveis (tal como as putas)
- Mas quando voltamos parecemos saídos do Inferno (tal como as putas)
- O cliente quer sempre pagar menos e que façamos maravilhas (tal como as putas)
- Quando nos perguntam em que é que trabalhamos, temos dificuldade em explicar (tal como as putas)
- Se as coisas dão errado é sempre culpa nossa (tal como as putas)
- Todos os dias ao acordar dizemos: 'NÃO VOU PASSAR O RESTO DA MINHA VIDA A FAZER ISTO' (tal como as putas)»

quarta-feira, agosto 16, 2006

Tu es ma rose avec des épines

Há dias assim, em que amaldiçoamos o dia em que ele nos brindou com a sua seta...
Os deuses divertem-se a brincar com os humanos mas, no final, quem se entala é o mexilhão!
Quando for grande, quero ser uma pedra estéril, fria e inquebrável.

sexta-feira, agosto 11, 2006

11 anos num Farol

Ontem fui jantar a Lisboa com os meus amigões do peito, o Zé e a Rita. Gostei muito de estar com eles. Há já algum tempo que não estávamos só nós os três e foi simpático. Juntos fomos os "faroleiros" de serviço, durante os dois anos seguidos em que partilhámos um apartamento em Tomar.

A história da expressão "12 anos num farol", que já mencionei num post anterior, vem de um episódio que vimos juntos, de uma britcom qualquer, onde um jovem casal já não se suportava de tanto tempo que passava junto. A piada era estarem tão fartos da convivência mútua, que parecia estarem juntos há 12 anos, fechados num farol (imaginem-se viver sempre com a mesma pessoa, durante 12 anos seguidos, confinados num farol).

Enfim, na altura achámos graça a esta imagem absurda, principalmente porque por vezes era a sensação que tínhamos uns com os outros, tanto era o tempo que passávamos juntos, chegando a ponto de nem sequer suportarmos ver as caras uns dos outros. Depois íamos a casa dos pais durante o fim-de-semana e essa sensação passava!

Entretanto acabámos o curso, cada um seguiu o seu percurso de vida mas nunca perdendo os laços que criámos nesses tempos. Agora estamos diferentes desse tempo que já parece tão longe mas continuamos a apreciar a companhia uns dos outros e, mais importante, continua a fazer sentido encontramo-nos - é porque, de uma maneira ou de outra e apesar das nossas diferenças, ainda existem interesses em comum que nos unem.

No próximo mês de Setembro fará 11 anos desde que nos conhecemos. Estamos cada vez mais perto da data dos "12 anos num farol", continuamos a gostar de estar juntos e isso é óptimo!

Tempus fugit... e de que maneira!

Tu es ma rose

Ontem, no final da noite, o meu amor presenteou-me com um boneco do "Principezinho". Igualzinho ao desta imagem. Gostei muito! Mesmo!
Lembrei-me vagamente desta linda história de Saint Exupéry e duma das mais importantes lições sobre o amor que alguma vez já li (uma lição muito romântica e positiva):

"C'est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante." - Le Petit Prince, Capítulo XXI (deixo o original em francês, porque em francês parece mais bonito ainda).

O Principezinho vive com a sua rosa uma história de amor difícil. A sua rosa é caprichosa, orgulhosa e não muito modesta. Ela exige que a alimentem quando tem fome, que a protejam com o pára-vento por causa das correntes de ar e com a redoma de vidro quando tem frio. E o Principezinho executa todas essas tarefas de boa vontade, até que um dia essa situação o começa a deixar muito chateado e então decide partir, para conhecer o Universo, deixando a sua rosa para trás.
Mas é nessa viagem que vai aprender aquilo que se torna o mais importante para ele, o amor que tem pela sua rosa. No capítulo XXI do livro, quando encontra uma raposa que se torna amiga dele, têm esse diálogo fantástico:

“- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o Principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o Principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o Principezinho, a fim de se lembrar.”


Recordo assim, porque te amo, porque tu és "a minha rosa", mesmo caprichosa, orgulhosa e não muito modesta, mas és "a minha rosa"! E és tu que és especial porque é a ti que dedico o meu tempo, porque foste tu que me cativaste.
Amo-te muito

quarta-feira, agosto 09, 2006

Pelo poder do prisma lunar!

Que bom! A "minha" Sailor Moon voltou a cruzar a minha estrada.
As voltas que a vida dá, e nos dá, fez com que esta semana tivesse reencontrado uma querida amiga dos tempos de Tomar, através de um e-mail que me enviou.
É uma amiga muito especial, porque com ela passei alguns dos momentos únicos e irrepetíveis (que não vêm aqui para o caso) da minha vida enquanto projecto de adulto em crescimento.
Foram, sem dúvida os meus melhores anos, os de Tomar, pois não haviam as duras responsabilidades e realidades da vida de adulto, haviam só as partes boas dessa nova fase da vida que começavamos a explorar!
Passaram-se entretanto cinco anos desde a última vez que estive com ela.
Hoje voltarei a vê-la em "carne e osso", mal posso esperar para meter a conversa em dia.
:-)

terça-feira, agosto 08, 2006

Parabéns à mãe

Topo Gigio
Este era o boneco favorito da minha irmã, mãe do aniversariante Guilherme, em pequena.
Porque não só os rebentos estão de parabéns nestes dias, mas também as mães que os metem neste mundo, aqui te deixo este pequeno presente.
Beijos mana e que o teu reguila te dê sempre só coisas boas e motivos de felicidade!
És a mãe mais babaderrimíssima que conheço!!!
Eh eh eh

O que me faz sentir velho - Parte III

O meu sobrinho Guilherme (o sétimo, por ordem de nascimento) completa, hoje dia 08/08/2006, um ano de vida!!!!
Ainda ontem fui ver a minha irmã à maternidade...
Aqui, nesta foto que eu adoro, está ele com o Gonçalo (o meu oitavo sobrinho, pela mesma ordem mencionada), que faz seis meses daqui a seis dias, a 14 de Agosto.
Que ar de anjinhos, não?
Parabéns Gui!

sábado, agosto 05, 2006

What I love most in your body

Parte I – Introdução
De entre os muitos filmes que me têm tocado de alguma maneira, o “Paciente Inglês” é com certeza um deles.
É-o por muitas coisas, pela época, pela aventura, pelo romance proibido, pelo facto de haver um livro de "apontar a vida" (o livro onde ela repetia as pinturas rupestres, pintadas nas paredes da gruta Cave Of Swimmers
e onde lhe deixa escrito os seus últimos pensamentos enquanto esperava que ele chegasse para a socorrer; livro esse um pouco semelhante aos meus antigos diários gráficos, agora passados a formato digital neste blogue), pela história de amor – todas as histórias de amor são bonitas, especialmente se trágicas e com um final infeliz; finais felizes não existem, escreve o meu eu céptico. Que “grande-e-para-sempre-feliz-amor” resiste à vidinha do dia-a-dia? Adiante...
É-o principalmente porque foi nele que vi, pela primeira vez, uma referência à mesma adoração que tenho por uma certa zona do corpo, que como o protagonista, também eu nunca soubera como se chamava (eu chamava-lhe a “covinha abaixo do pescoço”).

É na cena em que os dois amantes, Almásy (Ralph Fiennes) e Katharine (Kristin Scott Thomas), estão deitados na cama e falam sobre que partes do corpo vão tomar um do outro. Ele escolhe precisamente essa zona, a que mais gosto. O diálogo, apesar de nada de brilhante, é lindo numa cena que tudo deve à excelente interpretação de ambos os actores. Diz ele:
“I claim this shoulder blade... no, wait, I want... turn over... I want this, this... this place. I love this place, what's it called? This is mine. I'm going to ask the King permission to call it the Almásy Bosphorus."
E foi assim que, desde esse dia, a minha “covinha abaixo do pescoço”, passou a ser o meu “Bósforo”, muito mais giro!

Parte II – O Bósforo
Um destes dias, estava a deambular pela Internet e encontrei na Wikipedia a entrada que dizia respeito ao Bósforo e lembrei-me do “meu” Paciente Inglês e a minha zona do corpo preferida.

O Bósforo (em turco İstanbul Boğazı, em grego Βόσπορος) é um estreito que liga o Mar Negro (em cima) ao Mar de Mármara (em baixo) e marca o limite dos continentes asiático (à direita) e europeu (à esquerda) na Turquia. O seu nome significa "passagem do boi" de Βοῦς (boi) e πόρος (passagem) e refere-se à história de Io, jovem amada por Zeus, transformada por ele em boi, e perseguida por uma mosca sugadora de sangue enviada por Hera, ciumenta.
Foto: Estreito de Bósforo: Onde a Ásia e a Europa se cruzam.
Fonte: NASA Earth Observatory – Earth Observations Laboratory, Johnson Space Center, tirada pela tripulação da Estação Espacial Internacional, a 16 de Abril de 2004.

Parte III – O Entalhe Supra Esternal
Depois resolvi ir mais longe na minha investigação e procurar a verdadeira designação que é dada a essa zona do corpo. Mais uma vez, o filme ajudou, num diálogo entre Almásy e Maddox:
“Almásy - Um, Maddox, that place... that place at the base of a woman's throat, you know, the hollow, here. Does it have an official name?”
Maddox não responde logo, só umas cenas depois, praticamente, se “mal me lembro”, no final do filme. Diz-lhe:“Maddox - In case you're still wondering, this is called a suprasternal notch."
Novamente na Wikipedia, procurei então a definição desse tal “suprasternal notch”.O Entalhe Supra Esternal (Incisura jugularis sternalis) também conhecido como Entalhe Jugular, diz respeito à anatomia humana e é a concavidade visível onde o pescoço se junta com o esterno. Está localizado no topo do esterno, onde as clavículas se encontram.

Parte IV – Conclusões
Achei bastante interessante a relação que se pode estabelecer entre a zona do Bósforo e o Entalhe Supra Esternal. Temos assim, na zona do Bósforo, o mar Negro (em cima – o pescoço) que se junta ao mar de Mármara (em baixo – o esterno); é também o local onde a Ásia e a Europa se encontram, marcando o limite dos continentes asiático (à direita) e europeu (à esquerda), a clavícula direita e a clavícula esquerda, respectivamente.

Nada é ao acaso, prova-se mais uma vez!

Ainda assim, essa zona continuará a ser sempre, para mim, o meu “Bósforo”, muito mais romântico que “Entalhe Supra Esternal”. A ciência tem destas coisas… explica-nos tudo, mas é tão fria!

quarta-feira, agosto 02, 2006

Carro fetiche

Sim, é este mesmo!
É um dos meus carros fetiche, o VW Golf Cabrio I - Classicline.
Sempre achei piada a este carro, nesta mesma versão, assim clássico, quadradão e preto.
Transmite-me uma ideia de romance e aventura, um carro que se pode encher de tralha e dar umas voltas por aí. Assim, meio empoeirado, cheio de coisas no banco de trás.
Enfim... aqui fica mais uma sugestão para presente de Natal!

Uma voz doutro tempo

Hoje fui presenteado com uma jóia preciosa.
Se tiverem a oportunidade ouçam esta senhora com "S grande" - Madeleine Peyroux.
O pouco que ouvi dela (por enquanto), deixou-me completamente rendido.
É uma autêntica caixa de surpresas, dizem que é uma "old soul", com um blues na voz que vem directamente do passado.
O mais surpreendente ainda é o facto de se tratar de uma intérprete tão nova e, pasme-se, branca!
A minha primeira pergunta depois de a ouvir foi: "Mas ela é de agora?!?!"
Se quiserem saber mais sobre este génio vocal, é só ir aqui.
Obrigado Vera!