sexta-feira, março 02, 2007

Amor de pedra polida

(fotos: Enrico Pajello/Handout/Reuters)
Hoje deparei-me com uma fotografia de dois esqueletos enterrados abraçados. Achei tetricamente belo e depois resolvi investigar.
Encontrei a seguinte notícia:
«ROMA (Reuters) - Pode chamar de abraço eterno. Arqueólogos na Itália descobriram um casal enterrado entre 5.000 e 6.000 anos atrás, se abraçando.
"É um caso extraordinário", disse Elena Menotti, que liderou a equipe nas escavações perto da cidade de Mantova, norte do país.
"Já não há notícias de sepultamentos duplos do período neolítico, muito menos (com os esqueletos) envolvidos num abraço."
Menotti disse acreditar que os dois, quase certamente um homem e uma mulher, embora ainda não tenha sido confirmado, morreram jovens, porque suas arcadas dentárias estavam quase inteiramente intactas e não estavam gastas.

O casal foi descoberto na segunda-feira, quando operários trabalhavam na construção de uma fábrica nos arredores de Mântua. Junto do casal, os arqueólogos também encontraram ferramentas de pedra, pontas de flecha e uma faca, disse Menotti.
"Devo dizer que quando nós os descobrimos, ficamos muito entusiasmados. Tenho este emprego há 25 anos. Fiz escavações em Pompéia, todos os sítios famosos", disse ela a Reuters.
"Mas eu nunca fiquei tão comovida assim, porque esta é a descoberta de algo especial".
Um laboratório tentará determinar a idade do casal à época da morte e há quanto tempo estão enterrados.»

O achado foi feito a 6 de Fevereiro, numa zona rural na cidade italiana de Mantova, a cerca de 40 Km da famosa Verona e já se tecem teorias à volta de um hipotético romance tipo "Romeu e Julieta do Neolítico" - como muitos agora denominam os dois esqueletos.
No final, depois de passarem pelos inúmeros testes que tentarão descobir os sexos e a idade mais precisa dos esqueletos - mais surpresas e algumas explicações poderão surgir - eles serão transportados para o Museu Arqueológico de Mantua onde poderão ser vistos por todos.
Li noutro sítio que, como presente de São Valentim para os italianos, os arqueólogos tomaram a decisão de não separar os esqueletos ao fazerem o seu levantamento, para que o abraço se mantenha eterno - deve ser uma equipa cheia de românticos, mas o gesto foi bonito!
Cá para estes lados continuo maravilhado com a imagem, a imaginar o que terá sido e que histórias poderá contar aquele abraço.
Na volta, estavam em processo litigioso de divórcio e, qual "War of the Roses", acabaram os seus dias a apertar o pescoço uma ao outro!

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