segunda-feira, março 26, 2007

Sublime

Quem me apresentou, pela primeira vez, esta obra foi o meu irmão mais velho (que acumula com a função de padrinho) - foi uma das muitas torneiras que ele abriu para que eu bebesse destas experiências que fazem parte obrigatória da vida, os chamados must do/see/listen. Nessa altura, tinha eu 14/15 anos, achei-a bonita, relaxante, perfeita!
Mais tarde reouvi-a numa cena fantástica do filme "Silêncio dos Inocentes", com um Hannibal Lecter a relaxar antes de, premeditadamente, assassinar friamente os guardas que lhe servem a refeição, na gaiola dourada onde está encarcerado.
Hoje em dia é uma obra que deixo, recorrentemente, a tocar aqui por casa - não, não faço intenções de matar alguém, sosseguem... por enquanto!
Ouço-a porque é simplesmente sublime, uma das peças mais perfeitas que o génio humano inventou (foi Bach, não Pachelbel), nesta interpretação de Glenn Gould que é "A Interpretação".
Enfim, ouçam uma pequena parte que vos deixo aqui, pelo próprio Glenn Gould, e vão entender o que digo.

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