sexta-feira, agosto 31, 2007

Diana e Pegada

Fez hoje 10 anos que Diana morreu, essa mesmo, a princesa do povo, aliás, eu diria mesmo "A" Princesa. Nas televisões por todo o lado não se fala de outra coisa, até farta!
É documentários, mini-séries, entrevistas, reconstituições históricas, comentadores por todo o lado, até o ex-ministro Jorge Coelho andou a opinar num programa absurdo, apresentado por Maria Elisa na RTP1 e que ainda assim não me impediu que ficasse colado ao écran.
Só tive pena de ainda não ter sido desta vez que consegui ver o filme "A Rainha", que deu o Óscar de Melhor Actriz em 2007 a Helen Mirren pela sua, contam-me, brilante interpretação. Fica para a próxima!
Bem, estou a falar disto porquê?
Porque no dia em que Diana morreu, precisamente num domingo há 10 anos atrás, encontrava-me em Tomar - a bela cidade Templária - a passar um dos melhores e piores fins de semana da minha vida.
Estava com a pessoa que se tornara a causadora do meu primeiro e grande desgosto amoroso. Sim, era um daqueles, mesmo trágico e, agora visto com a distância do tempo, igualmente ridículo, que me levou a pegar numa mão cheia de comprimidos, numa garrafa de whiskey e equacionar o suicídio porque, sem a pessoa amada, a vida de nada me servia.
Enfim, um romance trágico digno da melhor pena de Shakespeare!
Felizmente não tomei os comprimidos e o whiskey acabei por partilhá-lo com os amigos lá de casa - foi o melhor que fiz!
Quanto à ideia de suicídio, a dor, o não entender o porquê, acabou por passar. A mágoa também passou, o tempo é mesmo o melhor remédio para tudo.
O bom nisto tudo é que aprendemos com essas experiências, tornamo-nos mais fortes e resistentes às pauladas do amor ou daí, talvez não...
Hoje em dia somos "amigos", se é que se pode dizer isso de alguém que não se vê há anos e com quem se troca muito poucas palavras.
Na melhor das hipóteses, vamos seguindo a vida um do outro aqui pela blogosfera.

Mas como dizia mais acima, recordo sempre esta efeméride associada àquele fim de semana menos feliz. Por ter sido um fim de semana de lua-de-mel e de fel, de reencontro e de despedida, de um "adeus" e de um "até já", de um "gosto de ti, mas vou para longe e também não posso viver abertamente esse amor que tenho por ti...", resumindo, foi uma salada de coisas e uma grande incógnita.
Era um ponto de interrogação gigantesco que acabaria por transformar-se, mais tarde - bem depois, em Lisboa, num final de tarde para os lados do aquário Vasco da Gama - num simples ponto final.

Naquele domingo, há 10 anos atrás, lembro-me de acordar cedo, ir à cozinha, ligar a tv, ver as notícias e ficar incrédulo com o que estavam a noticiar. Lembro-me de ter pensado "uma princesa não morre, não, pelo menos assim não e muito menos 'A' princesa."

Todas as mortes são estúpidas, mas há umas bem mais que outras.
E a morte do nosso amor, essa também foi uma coisa muito estúpida.
Se me lês, talvez te lembres também.

4 comentários:

Anónimo disse...

Se me lembro!!!
Tenho pensado nisso nestes últimos dias, pois cada vez que se fala na Diana lembro-me sempre de nós.
Realmente analisando tudo isto acho amadureci bastante desde então, se fosse hoje garanto-te que tudo tinha sido bem diferente.
Peço desculpa por tudo o que te fiz passar, mas a dor, não passou só por ti. Passei anos da minha vida, a pensar no que deixei de viver por um preconceito que me dominava. Ainda não estou curado, mas vivo bem com isso e já consigo ter relacionamentos estáveis. Apesar da distancia que falas, penso que sabes que te adoro. Tenho um grande espaço do meu coração que te pertence.

Beijos
Pegada

Anónimo disse...

Isn't love full of tricks?

Pegada answered your post, mon ami.

E se isso serve como consolo, as saudades que agora tu sentes não quer dizer que vocês estão longe, mas que um dia estiveram juntos.

R.e.n.a.n.

Nicolau disse...

«-Beijinhos nos olhos ao acordar sabem tão bem!
-Mas isso não pica?!?
(Olhares aflitos cruzaram-se)»

Anónimo disse...

:)