segunda-feira, abril 30, 2007

Fim de... fim-de-semana

Romper Madrugadas
Kátia Guerreiro
Se o carinho que eu entrego
Fosse mais de que um segredo
Que eu tenho de guardar
Se o meu sonho descoberto
Já não fosse tão incerto
Saberia o que lhe dei
Mas vivendo esta certeza
Que sentindo a alma presa
Não poderei entender
Porque são só desencontros
Todos estes meus encontros
Que a vida vem oferecer
Ao menos tenho comigo
O sabor de um grande abrigo
Onde vivo o meu desejo
Porque esse que não é meu
Parece vindo do céu
Só para me dar um beijo
Mas não quero que o meu medo
Seja tanto este negredo
Ou que esconda o meu caminho
Que eu procuro e não encontro
Aquele que li num conto
Serás tu... principezinho?

domingo, abril 29, 2007

Você e Eu

Já ouvi o novo trabalho de Teresa Salgueiro, intitulado "Você e Eu".
22 temas da boa música brasileira (MPB), interpretados pela (ex?) vocalista dos Madredeus. Muito bonito!
O destaque (de hoje) vai para:

Risque - Ary Barroso (1952)
Risque
Meu nome de seu caderno
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado
Deixe
Que eu siga novos caminhos
Em busca de outro carinhos
Matemos nosso passado
Mas se algum dia, talvez
A saudade apertar
Não se perturbe
Afogue a saudade nos copos de um bar
Creia
Toda quimera se esfuma
Como a brancura da espuma
Que se desmancha na areia

quarta-feira, abril 25, 2007

Diz que foi...

... uma espécie de revolução pacífica - uma visão extremamente romântica e poética da coisa.
Ouvimos sempre que a grande particularidade desta revolução reside no facto de tudo ter corrido sem um único derramamento de sangue.
Não é bem verdade, neste levantamento militar ainda morreram 4 pessoas quando elementos da PIDE dispararam sobre as pessoas que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.
Mas, tendo em conta o acontecimento que foi e tratando-se de um movimento militar que derrubou um regime ditatorial que vigorava em Portugal desde 1926, estas baixas não possuem qualquer expressão (excepto para os seus familiares).
A Revolução dos Cravos, foi assim que ficou conhecido o movimento que libertou Portugal de mais de 40 anos de ditadura, deve o seu nome pelo facto dos soldados terem colocado cravos encarnados nos canos das suas espingardas - somos um país de poetas!
E o resto é história!
Podem ver aqui mais informações sobre este dia.
Para mim, que não vivi nem o antes nem o depois do 25 de Abril, que já nasci num país com liberdade de expressão, tudo me parece coisa de filme, dos livros de história, um relato distante de um Portugal que não foi o meu.
O valor que dou a este dia é tão somente porque toda a minha vida fui bombardeado com a ideia de que este é um dos dias mais importantes da nossa história, que nos devolveu todas as liberdades, etc., etc., etc., e que é uma heresia não o celebrar, lembrar e festejar.
O que eu me apercebo é que, trinta e três anos depois, no estado em que este rectangulo-à-beira-mar-plantado se encontra, talvez seja altura de se começar a semear novas sementes.
Nunca se sabe quando voltaremos a precisar dos cravos para endireitar as coisas!

A pergunta que se impõe hoje é:

Onde é que estavas no 25 de Abril de 1974?


Eu??...
Err huum eu... aaah ..
Ah! Eu não estava!
(ufa, safei-me desta!)

terça-feira, abril 24, 2007

Já só faltam 36 dias

Para bom entendedor... ou uma imagem vale mais que mil palavras?
Ok, mais uma ajuda:
Este ano, o meu presente, eu quero que seja...
Vá lá, não é todos os dias que se faz 30 anos!!!
Não?
:-(

segunda-feira, abril 23, 2007

Digam-me como dormem...

... encontrei esta foto na net, já nem sei bem onde, achei interessante - não quer dizer que a considere de grande rigor científico, que não considero - e resolvi partilhá-la com os meus assíduos visitantes.

Vejam qual o vosso estilo com a vossa cara metade e descubram, caso ainda não tenham percebido com outros indícios, o estado em que a vossa relação se encontra.

A pergunta que fica é:

"E quando não dormem juntos de todo?" - desconfiem seguramente de que algo de errado se passa... é só a minha opinião.

Ele há coisas do cara...

... ÇAS !

Passo um Inverno inteiro sem me constipar e agora que chegam os primeiros raios do Verão, que aí se avizinha, apanho uma constipação!

Valha-me Santo Cêgripe...

domingo, abril 22, 2007

Para ti

Navegante

Nas minhas deambulações pelo Youtube encontrei isto:



Lembrei-me logo de ti e de como me apaixonei imediatamente pela tua voz e só depois por ti...
Um beijo grande.

My mood for today



Capicua

Capicua - Post 111 Da wikipedia: Capicua (do catalão cap i cua, que significa cabeça e cu) ou Número Palíndromo (das palavras gregas palin ("trás") e dromos ("corrida") um número (ou conjunto de números) que lido da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita é idêntico. O mesmo pode ser dito de datas ou horas. Atribuem-se certos poderes místicos a esses números ou superstições sobre acontecimentos nas datas com essas propriedades.

Só para dizer que este é o post 111...

sábado, abril 21, 2007

- Quem é?
- É o tio.
- E mais quem?
- É só o tio...

sexta-feira, abril 20, 2007

Lágrima












Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas
Com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de te querer tanto

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim um castigo
Não te quero
Eu digo que não te quero....
E de noite
De noite sonho contigo

Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desespero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer

Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Uma lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegria
Me deixaria matar

Amalia Rodrigues/Carlos Gonçalves

segunda-feira, abril 16, 2007

Do baú da mamã

Da última vez que estive com a minha mãe, surgiu esta foto que nunca tinha visto antes.
Estamos aqui todos os manos, a mais nova ainda na barriga, mais ela - a MÃE!
Desculpem-me lá o egoísmo, aos poucos que por aqui vão passando, mas achei a foto demasiado tentadora para não a mostrar aqui. É linda!
É estranho pensar que 28 anos depois, tudo/todos está/ão tão diferente/s...
Mas o que interessa é que, ali na foto, naquele instante e aparentemente, parecíamos bem e felizes.

Síndrome de ...

“Ce l'hanno tutti con me perché sono piccolo e nero. E' un'ingiustizia però...”


... Cheira-me que ando a exagerar na casca de ovo...
Há dias que sinto uma conspiração interplanetária contra mim que não me deixa vencer na adversidade.
São umas atrás de outras... ainda nem recuperei de uma pazada de terra e já estou a levar com outra em cima.
Sinto-me cada vez mais submerso, mas vou limpando a areia, acreditanto ainda que vou sair do buraco!
Mas há dias que desisto, fico esgotado de tanto esgravatar para chegar de novo à superfície, só me apetece enfiar dentro de uma casca e lá permanacer, sossegado, quieto, imóvel, para que não notem que existo e assim se esqueçam de mim...
E assim se vão vivendo os dias!

quarta-feira, abril 11, 2007

Sentimento generalizado do dia (IV)

Usando as sábias palavras de alguém que me diz isto muitas vezes, hoje só me apetece é ganir!

sábado, abril 07, 2007

Pessach

A Páscoa é uma passagem, prá outra margem!

Tirei esta foto há coisa de um ano, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos.
Sabia que um dia ainda a ia usar para alguma coisa... cá está!
Boa passagem!

Sentimento generalizado do dia (III)

El abismo, de Rafael Edwards

Sentimento generalizado do dia (II)

El abismo, Manuel L. Acosta

Sentimento generalizado do dia (I)



Ouch, I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found
Yeah, I think I might break
Lost myself again and I feel unsafe

Breath Me (Sia Furler)

Sinto-me à beira de qualquer coisa de não muito agradável...
Tenho várias músicas por companhia, hoje aqui por casa, as quais tenho estado a colocar aqui as letras e os vídeos que reportam (na minha cabeça) a elas.
Digamos que estou num daqueles dias de xaropeira, como se pode facilmente constatar...
Sim, admito, continuo uma besta parva, romântica e sonhadora.
Sinto que esta sensação só me prende e não me leva a lado nenhum, não me deixa descolar deste chão cheio de cacos que continuo a fazer questão de pisar, descalço!

Adiante, esta última é do último episódio de "Six Feet Under", o qual ainda me faz aparecer uma comichão esquisita no canto do olho e a letra... Jesus (a propósito da época pascal), a letra!



Breath Me
Sia Furler

Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And the worst part is there's no one else to blame

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me, I am small and needy
Warm me up and breathe me

Ouch, I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found
Yeah, I think I might break
Lost myself again and I feel unsafe

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me, I am small and needy
Warm me up and breathe me

Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me, I am small and needy
Warm me up and breathe me

One day I'll fly away



I follow the night
Can't stand the light
When will I begin
To live again

One day I'll fly away
Leave all this to yesterday
What more could your love do for me
When will love be through with me

Why live life from dream to dream
And dread the day when dreaming ends

One day I'll fly away
Leave all this to yesterday
Why live life from dream to dream
And dread the day when dreaming ends

One day I'll fly away
Fly fly away

Gorecki



If I should die this very moment
I wouldn't fear
For I've never known completeness
Like being here
Wrapped in the warmth of you
Loving every breath of you
Why live life from dream to dream
And dread the day...

Come what may



Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
I want to vanish inside your kiss
Every day I'm loving you more and more
Listen to my heart, can you hear it sing?
Telling me to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Oh, come what may, come what may
I will love you, I will love you

Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

quinta-feira, abril 05, 2007

Presente envenenado

Interesse
Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede
Composição: Suely Mesquita e Pedro Luís

Acende uma vela pra Deus
outra pro diabo
agradeço,
você não se interessa mais por mim
posso passear no bosque
seu lobo não vem mais atrás
agradeço,
você não se interessa mais por mim

me solta, me deixa, me larga,
tenho mais o que fazer.
não posso ficar nessa de esperar,
nem posso ficar nessa de querer.
o gato acha o rato muito interessante
a cobra acha o sapo muito interessante
agradeço,
você não se interessa mais por mim

sai de cima, deixa disso de promessa
não me prende aqui
que eu tô com pressa

domingo, abril 01, 2007

Parece mentira...



... mas é verdade:

wo ai ni

... apesar de agires como um grande sapo, quando devias ser um principe!

... and this is not an April Fools' Day joke!