"Early 30s is a great time to be alive - you're still young, but you have experience. A powerful combo. The downside is all that weird rockstar shit you believe about yourself is well past its sell-by date, and if you haven't outgrown it by then, it starts to fuck up your life."
Óh vizinha, tem salsa? Lembro-me dos meus tempos de criança quando a minha mãe me pedia que fosse pedir qualquer coisa aos vizinhos e eu, já hiper atrofiado de timidez, gelava!
É uma iniciativa engraçada que tem o seguinte objectivo:
"(...) é uma ocasião de reencontrar os seus vizinhos e desenvolver laços de amizade, rompendo o anonimato e o isolamento que vem a aumentar nas nossas cidades. Juntar os seus vizinhos numa mesa, entre as 20h e a 22h, no dia 29 de Maio de 2006 e aproximarem-se (...)"
Amanhã, por essa hora, terei uma casa cheia, não de vizinhos mas de sobrinhos, manas, cunhados e a minha querida mãe.
Perdoem-me os organizadores do evento que, apesar de ser uma ideia com as melhores intenções, não contariam com a minha adesão... até porque os meus vizinhos não são grande coisa! Vão desde o casalinho-novo-do-lado que murmuram por obrigação uns "bons dias" quando passam ao meu lado na escada; aos brasileiros do andar de baixo que passam o fim-de-semana inteiro a fazer festas de feijoada acompanhadas de muita música forró e sertaneja... Podia ser pior, bem sei, podiam ser metaleiros ou gótico-depressivos, adoradores de satanás ou ainda velhinhas com a casa cheia de gatos!
Se não tiverem nada para fazer amanhã, se jantam sozinhos, adiram ao evento e convidem um vizinho para jantar (especialmente se for um vizinho jeitoso), ou para ajudar a fazê-lo ou ainda, e porque não, para ele próprio ser "o jantar".
Golpe militar de 28 de Maio de 1926 (desfile do Marechal Gomes da Costa e suas tropas) Cartazes de Propaganda do Estado Novo António de Oliveira Salazar e a sua tomada de posse da pasta das Finanças
O 25 de Abril tinha sido há 3 anos, Salazar estava morto há 7 e já havia sido afastado do poder há 9, o golpe da Ditadura Militar que o levou ao poder, dando origem ao Estado Novo tinha sido há 49 anos (28 de Maio de 1926) e, ainda assim, a minha mãe teve que se aguentar que nem uma estóica para só me dar a conhecer ao mundo no dia 29 de Maio por imposição do meu pai, comunista extremíssimo que morreria se tivesse um filho nascido no 28 de Maio.
Sendo assim, apesar das águas lhe terem rebentado no dia 28 de Maio de 1977, só depois da meia-noite é que o meu pai levou a minha mãe para o Hospital de Santa Maria em Lisboa - é de salientar que a minha família morava na margem sul... (na altura já era o deserto que o ministro Mário Lino mencionou esta semanana).
Depois de algum esforço lá nasci eu, pouco passava da 1 da manhã, num último domingo de Maio, altura em que se comemorava o dia da Mãe - como já referenciei aqui, num post anterior.
E assim é a aventura do meu nascimento, que todos os anos ouço pela voz da minha querida mãe.
Já lá vão 30 anos, mas continuo, praticamente, em estado novo! :-)
Como estou prestes a fazer 30 anos, a sair da fase de jovem-adulto e a entrar na de adulto-adulto, penso que a ocasião merece um tratamento especial que marque para sempre a efeméride. Como tal, juntem lá uns cêntimos do fundo das vossas carteiras e esforcem-se para me presentear com um destes items da minha modesta wishlist. A saber:
O primeiro pedido é uma edição especial da quadrologia do Alien, existe a versão caixa, mas esta que vi no site da Fnac, é um must! (para os fãs da saga, como eu, obviamente) "Aliens Quadrilogy (Edição Limitada de Coleccionador) Caixa em formato de cabeça de Alien especial de edição limitada que inclui os quatro filmes da saga "Alien", realizados por Ridley Scott ("Alien - O 8º Passageiro"), James Cameron ("Aliens - O Recontro Final"), David Fincher ("Alien 3 - A Desforra") e Jean-Pierre Jeunet ("Alien - O Regresso"), todos eles em edições especiais . Num total de 9 discos, recheado de extras com mais de 40 horas."O segundo pedido é apenas um apontamento sobre outros filmes que gostei de ver e gostaria de rever, if you know what I mean! Quem me conhece, sabe os meus gostos, por isso a tarefa não é difícil! Até nisto eu sou amiguinho! (lol) O terceiro é, de novo mais um pedido material, um novo Nokia, que o meu está prestes a desintegrar-se... Como sou amigo, até vos deixo escolher um de dois modelos: O primeiro é o Nokia 6288, o segundo o Nokia 5300 (prefiro na versão cinzento).
E pronto, agora que já parei de sonhar, digo-vos que ter alguns amigos por perto, ou pelo menos ser lembrado por eles; ter a minha família de cigano-italianos a soprar as velinhas comigo; continuar a merecer o carinho, amizade e amor de quem é importante na minha vida (e não estou a passar graxa para que me comprem presentes!), será o que me basta para chegar ao fim do dia e pensar: Tem valido a pena, obrigado!
Graças às provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática, dos 4.º e 6.º anos do EB - as quais fizeram com que fosse destacado como técnico de informática do programa PAEB na escola onde estou a dar aulas, mal tenho tido tempo para "coçá-los" e por isso tenho deixado este blogue sem notícias desde segunda de manhã. Hoje, um dos dias em que consegui chegar mais cedo a casa (saí da escola às 21h00), tive tempo para ver o meu mail e tinha este cartoon bem engraçado:
Adão e Eva, versão Taliban
E por hoje acho que é o máximo que consigo fazer aqui... vou descansar, que isto de andar a brincar às escolas e às aferições cansa!
Já foi há uma semana e continuo a lembrar-me de como foi espetacular! Vale-nos o Youtube, e o pessoal que se deu ao trabalho de gravar e colocar lá os vídeos, para podermos ir recordando essa noite magnífica. Um dos meus momentos favoritos da noite, pela melhor conjugação de todos os elementos do espetáculo (videowall, som, luzes, a interpretação do George e do público) foi este:
George Michael, Coimbra 12/05/07 - Too Funky(primeira parte)
Deixo-vos também aqui mais umas amostras daquilo que foi o sábado passado:
Waiting for thay day - George Michael So every day I see you in some other face They crack a smile, talk a while Try to take your place My memory serves me far too well
I just sit here on this mountain thinking to myself Youre a fool boy Why dont you go down Find somebody Find somebody else My memory serves me far too well
Its not as though we just broke up Its not as though it was yesterday But something I just cant explain Something in me needs this pain I know Ill never see your face again
Cmon now Ive got to be strong now
Now everybodys talking about this new decade Like you say the magic numbers Then just say goodbye to The stupid mistakes you made Oh my memory serves me far too well
Dont you know that The years will come and go Some of us will change our lives Some of us still have nothing to show Nothing baby But memories
And if these wounds They are self-inflicted I dont really know How my poor heart could have protected me But if I have to carry this pain If you will not share the blame I deserve to see your face again
Cmon now You dont have to be so strong now Come back
Come back to me darling I will make it worth your while Come back to your baby I miss your kiss I miss your smile Seems to me the peace I search to find Aint going to be mine until you say you will Dont you keep me waiting for that day I know, I know, I know You hear these words that I say
Pelo tempo que vivo nesta cidade, já devia ter percebido a aversão que o meu irmão tem por ela. Oh cidade de gente mesquinha!
Como é possível a uma cidade com tanta coisa bonita, interessante e grandiosa à sua volta, tenha dentro de si gente tão poucochinha, desinteressante e maldosa? Porque é que não arranjam a vossa própria sarna para se coçarem, em vez de andarem tão interessados e preocupados em coçar a sarna dos outros? É assim tão interessante a minha vida, ou desinteressante a vossa, a ponto de andarem atrás de mim a ver o que faço e deixo de fazer?
Deixo-vos apenas um conselho: Metam-se nas vossas vidas e deixem-me sossegado!
Estreou ontem nos States o terceiro filme da saga do ogre mais famoso da história do cinema: Shrek, the Third, ou em português, Shrek, o Terceiro.
Mal posso esperar que chegue cá! Diz que é para 21 de Junho, entretanto isso vai dar tempo ao pessoal para meter na net as famosas versões gravadas dentro da sala de cinema, com os respectivos solavancos de uma qualquer mão cansada de segurar no aparelho de pirateio, com as silhuetas que passam em frente à câmera do "pirata", e legendas amarelas em português do Brasil...
Adiante, como todos os fãs esperavam, as aventuras de Shrek, da princesa Fiona, do Burro, do Gato das Botas e de tantos outros, continuam. Desta feita, mete uns ogrezinhos ao barulho, uma trupe de princezas, dos contos tradicionais, transformadas em Karatecas e um Artie (com o coquete Justin Timberlake na dobragem), primo de Fiona, que terá de safar Shrek das funções reais do reino de Bué-Bué Longe. Promete!
Há 3 anos foi assim: Presenteaste-me com um desenho (de mim) teu e que tanto me surpreendeu pela escolha certeira das palavras do poema que o acompanhavam. Parecia um raio-x àquilo que eu sempre considerei ser o meu "trunfo", aquilo que tenho de mais encantador para os outros, não os meus olhos, o meu olhar. E digo-o não com uma qualquer espécie de vaidade ou imodéstia, mas por mo terem confidenciado inúmeras vezes ser o que tenho de mais fascinante para os outros... enfim, considerações aparte, amei esse presente! Ainda hoje esse desenho me acompanha no quarto, à cabeceira, por gostar tanto dele.
Hoje: Tenho apenas um estranho silêncio e alguma saudade.
Hoje ao ver um blog amigo, o qual consulto regularmente, apanhei uma mão cheia de cerejas.Primeiro recordei Feist e o quanto gosto da sua sonoridade, por tudo e principalmente pela voz de Leslie Feist – “Mushaboom”, foi o seu primeiro single mais conhecido entre nós, graças ao anúncio do perfume masculino Essential da Lacoste (aquele do mocinho que salta nos pilares à beira-mar). Depois, com a segunda cereja, recordei-me da primeira vez que a voz de Leslie Feist me tocou realmente – no anúncio, foi algo que me passou um pouco ao lado.
Isso só aconteceu com “La Même Histoire”, escrita por Elizabeth Anais e produzida por Manu Guillo (produtor dos Eurythmics). Uma música que foi propositadamente pedida a Feist que a cantasse, para a banda sonora original do filme “Paris Je t'aime”.
Surge assim, o terceiro cacho de cerejas, este filme fantástico que vi no cinema há uns meses atrás e que foi dos melhores que já vi até hoje. Porque fala de amor e da cidade, por excelência, desse sentimento: Paris – como romântico incurável, confesso e lamechas que sou, podem imaginar como este filme fits me like a glove.
Do mesmo produtor de outro grande filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” saiu a ideia genial de pedir a 18 realizadores que contassem 18 histórias diferentes sobre o amor nas suas mais diversas variações, vertentes e nuances. Cada segmento do filme, com não mais que 5 minutos – uma imposição feita aos realizadores, (uma outra era a de não demorarem mais de dois dias em filmagens) – passa-se num bairro típico de Paris, o qual dá o nome à curta-metragem (Montmartre, Tuileries, Bastille, Le Marais, Quais de Seine, Tour Eiffel, Quartier Latin, Père-Lachaise, etc.).
Eis, com a música de Feist (na versão inglesa), o teaser trailer:
Paris Je t'aime - trailer com música de Feist - La même histoire
Além dos excelentes realizadores, das histórias de ir às lágrimas (e ao riso, à estranheza, ao medo, ao suspense, etc.), da banda sonora, o filme conta ainda com a participação de alguns dos meus actores preferidos, tais como a fabulosa Fanny Ardant, o louco do Steve Buschemi, o giraço do Gaspard Ulliel, o fantástico Gérard Depardieu, a Juliette Binoche, Willem Dafoe, Marianne Faithfull, Nick Nolte, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Catalina Sandino Moreno, Elijah Wood, a veterana Gena Rowlands, entre tantos e tantos outros.
Dentro das 18 histórias, tenho as minhas preferidas, as que ficaram foram: • Irmãos Cohen (Tuileries, com Steve Buschemi) – hilariante cena do turista americano no metro; • Sylvain Chomet (Tour Eiffel) – a família de mimos; • Richard LaGravenese (Pigalle) – pela Fanny Ardant; • Walter Salles (Loin du 16ème) – a ama que deixa a sua bebé num berçário durante todo o dia para poder ir tomar conta da bebé da patroa rica; • Gus Van Sant (Le Marais) – um dos meus favoritos, pelo óbvio, a história, a declaração de Gaspard (Gaspard Ulliel - o Hannibal Lecter de 2007) a Elie (Elias McConnell - entra no filme Elephant de 2003 e do mesmo realizador) e com uma aparição breve de Marianne Faithfull … linda a história.
Para quem percebe francês, aqui vai o segmento completo:
Gus Van Sant – segmento Le Marais
Percebe-se porquê, não?
Só para terminar este post já tão longo (será que alguém chegou até aqui?), há ainda uma outra história, a de Tom Tykwer (Faubourg Saint-Denis), de onde sai um texto que me dói tanto, por poder ter sido escrito por mim. Diz Francine (Natalie Portman):
“Thomas Listen. Listen. There are times when life calls out for a change. A transition. Like the seasons. Our spring was wonderful, but summer is over now and we missed out on autumn. And now all of a sudden, it's cold, so cold that everything is freezing over. Our love fell asleep, and the snow took it by surprise. But if you fall asleep in the snow, you don't feel death coming. Take care.”
Hoje, todas estas lembranças levaram-me para outros caminhos na minha cabeça, no meu coração e fizeram com que tivesse uma recaída de ânimo… Como pode um sentimento ser tão bom e também tão ingrato ao mesmo tempo!?! Ainda teremos Paris à nossa espera?
Para fazer a “pescadinha de rabo na boca”, deixo a letra de “La même histoire”, da Leslie Feist, a tal, lá do início do post, ainda se lembram dela?
La même histoire Quel est donc Ce lien entre nous Cette chose indéfinissable? Où vont ces destins qui se nouent Pour nous rendre inséparables?
On avance Au fil du temps Au gré du vent
On vit au jour le jour Nos envies, nos amours On s’en va sans savoir On est toujours Dans la même histoire…
Quel est donc Ce qui nous sépare Qui par hasard nous réunit? Pourquoi tant d’allers, de départs Dans cette ronde infinie?
On avance Au fil du temps Au gré du vent… ainsi…
On vit au jour le jour Nos envies, nos amours On s’en va sans savoir On est toujours Dans la même histoire…
Depois de algumas peripécias, que incluíram um cartão MB danificado, uma mordidela de um cão e um pneu furado, lá consegui ir ver o filme que tanto queria: FUR - an imaginary portrait of Diane Arbus - perdi os primeiros minutos do filme, mas consegui vê-lo! Apesar do filme ter estreado em Março, só agora passou aqui na "Santa" terrinha. Enfim... mais vale tarde, que nunca! O filme apresenta-nos uma visão imaginária e fantástica, baseada no livro de Patricia Bosworth “Diane Arbus: A Biography", do processo de despertar de uma american housewife, da upper-class nova iorquina dos anos 50/60, que se transformaria numa fotógrafa mundialmente reconhecida. Quem não a conhece, informe-se aqui, ou faça uma pesquisa de imagens no Google e fica rapidamente familiarizado com a obra que ela deixou, numa carreira tão curta. As interpretações de Nicole Kidman (Diane) e Robert Downey Jr. (Lionel) são excelentes, assim como a fotografia, a banda sonora, os cenários, o guarda-roupa, tudo! A ver, sem dúvida!
George Michael - 25 Live - Coimbra May 12 2007 - Portugal
Não levei câmera de filmar, nem máquina fotográfica. Tirei duas ou três fotos com o meu Nokia, mas ainda não consegui passar aqui para o PC. Mas, conhecendo já alguma coisa da previsibilidade da espécie humana, tinha a certeza que alguém acabaria por filmar e meter no Youtube o Show fantástico que fui ver ontem a Coimbra. Os vídeos não são meus, mas de alguém que também lá esteve e, pela posição, alguém que esteve bem perto de mim (se bem que eu estava ainda mais perto do palco). Não sei quem és, mas obrigado! Aqui está um "cheirinho" do show:
George Michael - Father Figure live25 Coimbra
George Michael - Careless Whisper live25 Coimbra
O show foi lindo! Os grafismos que passavam nos écrans gigantes e no palco (todo ele composto por leds minúsculos) eram alegres, psicadélicos e ilustravam as músicas na perfeição. George Michael, com um ar mais "inchado", continua em grande forma vocal, apesar da sua voz já não fazer aqueles agudos que me arrepiavam a espinha. Os back vocals, fantásticos! Tudo 5 estrelas!!! Excepto os 25 minutos de atraso (seria uma metáfora aos 25 anos de carreira? ou aos 25 anos que demorou a vir a Portugal?) e mais os 20 minutos de intervalo. Depois de ter cantado a primeira música Waiting (bem a propósito), pediu-nos desculpas pelos 25 anos de atraso (não tinham sido 25 minutos?) e conquistou o público que, de imediato, esqueceu a espera - não sei se a dos 25 minutos, se a dos 25 anos. Depois do final, ainda tivemos direito a mais 3 músicas. A cereja no topo do bolo foi Freedom 90, com uma multidão ao rubro. Volta Jorge Miguel, estás perdoado!
Há anos que não vou a Coimbra! Há coisa de uns 9/10 anos. Mas certamente não terei tempo para revisitar alguns dos sítios que tanto gostei de conhecer. Passámos lá uns dias fantásticos, eu, o meu mano, a Sandra e a Dora (que será feito dessa grande maluca?), na altura em que estudávamos em Tomar. Os degraus do Quebra Costas, o Jardim da Sereia e a sua magnífica fonte, a zona da Universidade, a Via Latina, a Torre e a Cabra logo ali ao lado, as Sés (a Velha e a Nova), aquela praça central (do Comércio?) com os seus cafés e esplanadas , a zona da baixa com as suas tasquinhas, os bares e as discotecas, a noite que fervilhava, etc., etc., etc., são algumas das imagens que recordo... Ah! E um par de algemas, oferecidas como presente de São Valentim! cof... cof... Belos tempos!
E a meta dos 30 cada vez mais próxima! 30 anos faz-me lembrar um trabalho que fiz na antiga disciplina de Educação Visual (actual E.V.T.), no ano de 1987.
Estávamos a aprender a circunferência e como fazê-la com o compasso - essa ferramenta estranhíssima e com aspecto de objecto de tortura medieval. A mando da professora, no final da aprendizagem, deveríamos desenhar uma composição tendo por base a circunferência. A minha escolha caíu sobre a reprodução do logotipo comemorativo do 30.º aniversário da RTP que se celebrava na altura - este ano comemoram-se os 50 anos, já lá vão 20!! Se bem me lembro (a memória começa a fraquejar), era qualquer coisa parecida com a imagem que acompanha este post. Lembro-me que levei uma eternidade para fazer este logotipo, com o tal objecto de tortura medieval, hoje fi-lo em menos de 5 minutos no Freehand - se ao menos houvesse computadores nas escolas naquela altura, tudo teria sido bem mais fácil! ................................................. Agora surgiu-me à cabeça esta estranha conclusão: Se, aos 10 anos já andava no meio dos logotipos, isso faz com que esteja há, pelo menos, outros vinte no mundo do design gráfico. Arghhhhhhh!!!
Ainda que não conheça a maioria que por aqui passa, vocês desse lado sabem quem são e fazem com que continue a manter o entusiasmo e interesse por este meu "diário virtual". Ali está ela, na China (Pequim), alguém na Austrália, temos Venezuela (Caracas e Maracaíbo), o Brasil (São Paulo), Reino Unido (Leeds e Yarm), Itália (Bari), vários estados dos E.U.A. (será que me entendem?)... e claro, todos os meus assíduos leitores portugueses (de Braga a Beja). Muito obrigado a todos por continuarem a "visitar-me". Um abraço daqui deste lado do ecran para esse!
Continuando na onda "Almodóvar", eis mais uma cena, de arrepiar os pêlos, do filme "Volver" com Penélope Cruz - aqui, num excelente playback, interpretando uma música de Carlos Gardel originalmente cantada por Estrella Morente.
Volver song by Raimunda
Volver - Estrella Morente
Tengo miedo del encuentro Con el pasado que vuelve A enfrentarse con mi vida
Tengo miedo de la noche que poblada de recuerdo Encadenan mi soñar
Pero el viajero que huye Tarde o temprano Detiene su azar
Y aunque el olvido que todo lo destruye aya matado A mi vieja ilusión
Cuarto escondida Y una esperanza humilde que es toda la fortuna De mi corazón
Volver... Con la frente marchita La nieve del tiempo La aclaro en mi cien
Sentir... que es un soplo la vida que veinte años no es nada que febril la mirada herrante entre la sombra Te busca y te nombra
Vivir... Con el alma ferrada A un dulce recuerdo que yo notare...
Há já algum tempo que procurava algo de Amália, a VOZ de Portugal, para colocar aqui. Finalmente encontrei algo que me tocou muito e que considerei digno de partilhar - a dificuldade prende-se mais pela escassez de material no Youtube, do que em conseguir apontar algo de bom feito por ela (praticamente tudo, exceptuando-se uns "Caracóis" e umas "Caldeiradas" aqui e ali). Bem, aqui vai:
Amália Rodrigues, Live in Belgium, "Meu Amor, Meu amor", 1973. Meu amor, meu amor Amália Rodrigues (Letra de Ary e música de Alain)
Meu amor meu amor meu corpo em movimento minha voz à procura do seu próprio lamento.
Meu limão de amargura meu punhal a crescer nós parámos o tempo não sabemos morrer e nascemos nascemos do nosso entristecer.
Meu amor meu amor meu pássaro cinzento a chorar a lonjura do nosso afastamento.
Meu amor meu amor meu nó de sofrimento minha mó de ternura minha nau de tormento
este mar não tem cura este céu não tem ar nós parámos o vento não sabemos nadar e morremos morremos devagar devagar.
Depois da súbita morte do meu querido VW Polo - paz à sua alma - eis que volta a ficar tudo sobre rodas! Ok, não é o Peugeot 107 que desejava como presente de aniversário, mas assim já está mais que bom! É pequenino (requer alguma ginástica para meter o meu metro e oitenta e oito de pessoa lá dentro), velhinho (um Autobianchi Y10 de 1985), mas anda e vai dar-me muito jeito! Ainda tenho é que me familiarizar com o esquema de abrir-o-ar-quando-está-frio, fechar-o-ar-quando-está-quente... ou é ao contrário? :-s Obrigado mana pelo empréstimo!
Acabadinhas de sair do forno e estão a sair que nem pãezinhos! Aceitam-se encomendas. Mais informações aqui.
Eu já tive direito a uma pinup "dedicada" a mim. É a primeira que aparece nesta foto, com o chapeuzinho de marinheiro :-)
Foi baseada numa colecção de pinup girls que o ilustrador Alberto Vargas (se não estou em erro, ou se a memória não me falha) fez para a Lucky Strike por volta dos anos 40. Esta:
Conheci pela primeira vez estas pinup girls num trabalho que fiz, para a cadeira de Ergonomia da Comunicação no 4.º ano de Artes Gráficas em Tomar, sobre a história desta marca de tabaco, onde apresentava a evolução do logotipo e da imagem da marca "Lucky Strike" - na altura a marca de tabaco que fumava.
A história mais engraçada que eu conheço, envolvendo este universo das Pin Ups, é a de um tio-avô meu que tinha sempre um poster com uma "menina" destas na parede do quarto, à frente da cabeceira da cama. A mulher dele, minha tia-avó, não se importava nada com isso, chamava-lhes o seu (dele) "motor de arranque". Depois dele ter morrido ela manteve-as por lá na mesma.
Vão lá ver os trabalhos do moço e digam de vossa justiça. Ah! E se gostarem, façam a vossa encomenda! (Não, não ganho qualquer comissão, é puro altruismo e simpatia da minha parte!)
"Viva a paranóia e o fundamentalismo!!! Pois é segundo a nova lei do tabaco, ser apanhado a fumar um cigarro num local indevido será punível com uma multa entre 50 e 1000 euros...Já ser apanhado a fumar um charro implica uma multa entre os 25 e os 403 euros. Portanto, quando estiver num sítio onde não se pode fumar, e tiver mesmo de o fazer... o melhor é fumar uma ganza.Mal por mal, paga menos de multa e ainda curte um bocado."
Eis como se mede, pelo jornalismo nacional (reportagem SIC), o grau de intensidade dos distúrbios causados pelos resultados das últimas eleições presidenciais em França:
"...a quantidade de automóveis vandalizados baixou para as 200 viaturas..." Ainda bem! Começámos com uma média de 400 viaturas por dia (noite?), mas tudo está mais calmo agora, já só se vandalizam 200!!!
Se calhar é porque, talvez, mas só talvez, o parque automóvel parisiense está a ficar siginificativamente reduzido... talvez!
Já receberam hoje a vossa ração diária de Spam? Se vocês são daqueles que a maior parte do correio electrónico que recebem é lixo, então compreendem a raiva contida neste post!!! Todos os dias apago milhentas mensagens de:
VIAGRA - ainda não preciso
CIALIS - não sei o que é...
ANATRIM - idem
EXCLUSIVE REPLICA WATCHES - o meu Swatch chega-me!
UNIVERSITY DIPLOMAS - tenho e já está pago!
PENIS ENLARGEMENT - até à data não houve queixas, ou, o óptimo é inimigo do bom!
BREAST ENHANCEMENT - poderei vir a precisar? Nããã!!!
LOAN APROVEMENT / REQUEST - já me bastam os meus (menos o do curso, que já está pago!)
SOFT TABS - ?!?!?
ATTN: SIR/MADAM – um nigeriano que quer mandar dinheiro para a tua conta bancária? Give me a break!
AMERICAN/CANADIAN GREEN CARDS - este confesso que já respondi... e ligaram-me dos States... LOL
DEAR CUSTOMER / VALUED MENBER - quem?!?
ONLINE PHARMACY - no thanks!
Etc., etc., etc.
Como menino - quase na casa dos 30 - curioso que sou, andei na net à procura desta coisa do que é o Spam - ou lixo electrónico. Queria saber que mente perversa, chata como a potassa, estaria por tras de tão inútil e odiosa invenção.
Como sempre, a minha querida Wikipedia (chamada de atenção aos disléxicos: não confundir com Wikipeida) deu-me a resposta a tudo, aqui.
O que mais me divertiu foi a explicação etimológica da coisa. E como já disse uma vez, isto é como as cerejas, fui encontrar no Youtube este video dos Monty Python, que deram origem à palavra, segundo parece.
No dialecto mandarim "wo ai ni" quer dizer "amo-te", onde "ai" é "amor". Em português, "ai" é uma interjeição* que exprime o estado emocional de dor... Se dessemos mais ouvidos aos nossos amigos orientais talvez conseguíssemos evitar certos estados emocionais. I rest my case! *As interjeições são palavras variáveis que exprimem estados emocionais. As interjeições podem ser classificados de acordo com o sentimento que traduzem.
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
Hey, You're Just Too Funky For Me I gotta get inside of you And i'll show you heaven if you let me Hey you just too funky for me I gotta get inside, (i gotta get inside) I gotta get inside of you (so when will that be) I watch your fingers working overtime (overtime) I got to thinking that they should be mine. Oh! I'd love to see you naked baby I'd like to think that sometime maybe Tonight, if that's all right, yeah!
Hey, you"re just too funky for me I gotta get inside of you, (won't let you go) Won't let you, no-no Hey you just too funky for me I gotta get inside, (i gotta get inside) I gotta get inside of you (i'll let you love me) I watch you drinkin' and i take my time I watch you drinkin' all that cheap red wine, oh! I've got to see you naked baby I'd like to think that sometime maybe Tonight my goal's in sight, yeah!
Baby, baby, baby why do you do this to me? Won't let you go, (won't let you go) You're such a, you're such a Baby, baby, baby why do you do this to me? I've got to know. (i've got to know) (i'm gonna be the kind of lover that you never had) Hey you're just too funky (you're never gonna have another lover in your bed) You're just too funky for me
(would you like me to seduce you, is that what your trying to tell me?) (everybody wants a lover like that) baby (everybody wants a lover like that) yeah! Yeah! (everybody wants a lover like that) everybody, everybody (everybody wants a lover like that) (everybody wants a lover, everybody wants a lover like that Everybody wants a lover, everybody wants a lover like that Everybody wants a lover, everybody wants a lover like that Everybody wants a lover, everybody wants a lover like that) (would you like me to seduce you?) You're such a, you're such a (would you like me to seduce you?) Yeah! Yeah! (would you like me to seduce you?) You're such a, you're such a Yeah!yeah!
(would you stop playing with that radio of yours, i'm trying to get to sleep!)
George Michael pela primeira vez em Portugal Início de uma digressão europeia a 12 de Maio em Coimbra O músico britânico George Michael actua no dia 12 de Maio no estádio Cidade de Coimbra, iniciando em Portugal uma digressão europeia que inclui 25 espectáculos em diversos países. Esta é a primeira vez que o artista "pop", acompanhado de oito músicos, canta em Portugal, coincidindo com a comemoração dos 25 anos da sua carreira. Lusa
Há 30 anos atrás o Dia da Mãe comemorava-se no último domingo de Maio e não no primeiro como hoje. Há quase 30 anos atrás, nascia eu, num domingo, o último do mês de Maio de 1977, Dia da Mãe. Pode existir melhor presente para uma mãe? Aqui na foto, ela e eu, há quase 30 anos atrás.
"Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se. O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra: - Ame-a. E logo se calou. - Mas, já não sinto nada por ela! - Ame-a, disse-lhe novamente o sábio. E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte: - Amar é uma decisão, não só um sentimento; amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverão pragas, secas ou excesso de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire-o, compreenda-o. Isso é tudo.Ame!"
A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A justiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avaro.
A docilidade sem amor, faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo. A autoridade sem amor, faz-te tirano.
Bem Que Se Quis by Pino Daniele/versão: Nelson Motta
Bem que se quis depois de tudo ainda ser feliz mas já não há caminhos pra voltar. O que é que a vida fez na nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?
Mas tanto faz, já me esqueci de te esquecer porque o teu desejo é meu melhor prazer e o meu destino é querer sempre mais a minha estrada corre pro seu mar
Agora vem pra perto vem vem depressa vem sem fim dentro de mim que eu quero sentir o teu corpo pesando sobre o meu vem meu amor vem pra mim, me abraça devagar, me beija e me faz esquecer.
... uma Wendy, neste caso, eu! Passo a explicar, andava nas minhas pesquisas à procura de temas/desenhos para os meus alunos, cheguei até ao Peter Pan e a partir dele descobri este texto na Wikipedia:
"(...)A Síndrome de Peter Pan tornou-se um termo psiquiátrico usado para descrever um adulto que receia os comprometimentos e/ou se recusa a agir conforme a sua idade(...)"
A coisa interessou-me, pelo óbvio.... e continuei a pesquisar por aqui. Isto das pesquisas na net acabam por ser como as cerejas... Pesquisa puxa pesquisa e acabo por encontrar um texto que me deu algumas explicações sobre a minha maneira de ser: O Síndrome de Wendy (transtorno baseado na necessidade de satisfazer o próximo)
Há já algum tempo que chego a esta conclusão: um dos factores que condiciona bastante o meu comportamento é o medo do abandono, do sentimento de rejeição - medo esse que vem, muito provavelmente, do meu historial de infância/adolescência. Depois, para evitar essas situações de rejeição/abandono, anulo-me em função da aprovação pelo outro, vivo em função do outro, completamente dependente... Cada vez mais chego à conclusão que sou bem capaz de estar a precisar de uma ajudazinha psicológica para resolver algumas coisas que andam para aqui mal resolvidas na minha cabeça. Adiante! Os pontos mais relevantes do texto que encontrei, e que me levam a identificar-me com o que nele está, são:
"(...) A conduta de qualquer ‘Wendy' está baseada no medo à rejeição pessoal, no complexo de inferioridade e o impulso por agradar a todos. (...)" "(...)Os comportamentos mais significativos de uma pessoa que sofre deste síndrome, são os seguintes: - Sentir-se imprescindível - Entender que o amor é sacrifício e resignação - Evitar a todo custo que alguém se aborreça - Tentar continuamente fazer feliz o casal - Insistir em fazer as coisas pela outra pessoa - Pedir desculpa por tudo aquilo que não tem feito ou que não tem sabido fazer - Necessidade imperiosa de cuidar dos outros(...)"
Para ultrapassar a coisa, diz ainda o texto, há que:
"(...)- Estabelecer relações equitativas com as pessoas: escutar de forma activa os problemas dos outros, mas sem se sentir obrigado a resolvê-los. - Aumentar a auto-estima pessoal. - Acostumar-se a dizer NÃO. - Aprender a amadurecer, a pensar que cada um é responsável pela sua vida. - Não assumir os deveres e responsabilidades do outro. - Ser consciente que as mudanças de hábitos são lentas, não se produzem da noite para o dia.(...)"
E assim termino hoje o meu consultório de auto-análise / confessionário psicológico. Bem hajam por terem paciência para "me" lerem! (Vêem!?! Aqui está a prova da minha constante necessidade de aceitação e de agrado ao próximo)
Desespero de Ariadne Maldita sou porque te conheci, O fogo falso de teus olhos vi, Teu corpo esplêndido contemplei. Quis-te meu senhor, meu rei E sou agora rainha de nada. Cada hora me dói, Cada minuto choro desesperada O desperdício de tudo o que não foi.
Descobria-a hoje, no VH1... Tinha a TV como som ambiente (ainda não liguei a aparelhagem desde que me mudei) e de repente ouvi uma voz que me fez tirar os olhos do écran do computador e olhar para o écran da televisão. Primeira surpresa: é uma branca? Vai daí, fiquei à espera do fim do videoclip para ver o nome, depois google e depois ... enfim... apreciem!
Ah, é verdade! Chama-se Amy Winehouse e já tem dois albuns cá fora:
Back To Black (2006)
Frank (2003)
Deixo-vos a letra deste videoclip.
Love Is A Losing Game Amy Winehouse
For you I was a flame Love is a losing game Five story fire as you came Love is a losing game
Why do I wish I never played Oh what a mess we made And now the final frame Love is a losing game
Played out by the band Love is a losing hand More than I could stand Love is a losing hand
Self professed... profound Till the chips were down ...know you’re a gambling man Love is a losing hand
Though I’m rather blind Love is a fate resigned Memories mar my mind Love is a fate resigned
Over futile odds And laughed at by the gods And now the final frame Love is a losing game
Hedonista diletante, vagamente iluminado, elegante q.b., irónico, idealisticamente vago, pessimista por natureza, frustrado e desenganado com a vida... (escrito num dia mau)