domingo, setembro 30, 2007

Os blogs são como as cerejas...

...atrás de um, vem sempre outro!

Através deste meu mais recente lugar de leituras, cheguei a este que tem textos excelentes para quem, como eu, é um romântico triste. Escolhi este:

A Amante
Judith Teixeira

Dizem que eu tenho amores contigo!
Deixa-os dizer!…
Eles sabem lá o que há de sublime
Nos meus sonhos de prazer…
De madrugada, logo ao despertar,
Há quem me tenha ouvido gritar
Pelo teu nome…

Dizem - e eu não protesto -
Que seja qual for
o meu aspecto
tu estás
na minha fisionomia
e no meu gesto!

Dizem que eu me embriago toda em cores
Para te esquecer…
E que de noite pelos corredores
Quando vou passando para te ir buscar,
Levo risos de louca, no olhar!

Não entendem dos meus amores contigo -
Não entendem deste luar de beijos…
- Há quem lhe chame a tara perversa,
Dum ser destrambelhado e sensual!
Chamam-te o génio do mal -
O meu castigo…
E eu em sombras alheio-me dispersa…

E ninguém sabe que é de ti que eu vivo…
Que és tu que doiras ainda,
O meu castelo em ruína…
Que fazes da hora má, a hora linda
Dos meus sonhos voluptuosos -
Não faltes aos meus apelos dolorosos
- Adormenta esta dor que me domina!

What I should not be listening to...

...but I can't help it!

sexta-feira, setembro 28, 2007

Teste não tão inútil

Ainda sobre a besta, num site onde procurava esclarecimentos, encontrei um teste e resolvi fazê-lo. O resultado foi este:

Escala de Liebowitz para a Ansiedade Social - Resultados.
A sua pontuação de Ansiedade/Medo é : 52
A sua pontuação de Evitamento é : 44
A sua Pontuação total é : 96
Tem Fobia Social muito grave.

Escala:
55-65 : Fobia Social fraca.
65-80 : Fobia Social média.
80-95 : Fobia Social grave.
Mais de 95 - Fobia Social muito grave.

De manhã no café

A triste notícia, no jornal da cidade, sobre a evolução de um caso que mencionei aqui há uns tempos atrás. Depois de um mês no hospital, a lutar contra a morte, a mãe perdeu o combate. Dizia também a notícia que as crianças estavam "bem" e já haviam regressado à escola.
Suddenly my life seems not so bad at all...

A besta

Suddenly, las summerHoje, para culminar duma semana terrível, cheia de stress, nervos, insónia, olheiras, angústia, nâusea, vómito (entre tantas outras coisas más), a besta cavalga dentro do meu peito que nem uma louca.
Refiro-me à ANSIEDADE, pois claro!
Começa a tornar-se na minha companhia mais presente... são cada vez menos os momentos em que ela me deixa em paz, sozinho.
Tenho de arranjar uma maneira de aprender a viver com isto, já que me parece óbvio que ela está para ficar.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Hoje no meu mail

É mesmo como dizia o comentário que acompanhava o email:
Nem tudo o que parece, é...
Nem tudo o que luz é ouro, grão a grão enche a galinha o papo e a vaca da vizinha dá mais leite que a minha (and so on, and so on).
Mas neste caso eu diria mais, o que no princípio é, no segundo a seguir já pode ser outra coisa completamente diferente, ou, como aprender fenomenologia (desculpem-me o link para uma definição em brasilês) em 3 breves lições (esta é uma private, tipo homenagem aqui ao mano).
Vejam mas é o vídeo, que está excelente e com muito humor!

Fantástico!

Sexo oral

Primeiro a tua língua molha o meu
coração, num vagar de fera. Estendo
aurículas e ventrículos sobre a mesa, entre
os copos que desaparecem. Não há mais
ninguém no bar cheio de gente. Abres-me agora os
pulmões, um para cada lado, e sopras. Respiras-
-me. O laser das tuas palavras rasga-me o lobo
frontal do cérebro. A tua boca abre-se e fecha-se,
fecha-se e abre-se, avançando
por dentro da minha cabeça. As minhas cidades
ruem como rios, correndo para o fundo dos teus olhos.
O tempo estilhaça-se no fogo
preso das nossas retinas. O empregado do bar
retira da mesa o nosso passado e arruma-o na vitrina,
ao lado dos exércitos de chumbo.
Entramos um no outro,
abrindo e fechando as pernas
das palavras, estremecendo no suor dos
olhos abraçados, fazendo sexo
com a lava incandescente dessa revolução
imprevista a que damos o nome de amor.

Inês Pedrosa »» Egoísta, n.º 32 (Sexo) »» p. 8

Parabéns à criança gigantesca

Enquanto espero que a impressora faça sair toda a maqueta da brochura que acabei de terminar, assinalo a efeméride:
Faz hoje 9 anos que nasceu o agora gigante Google, que tanto jeito me tem dado.
Umas das melhores ferramentas de trabalho jamais inventadas.
Ah se ao menos eu tivesse tido disto nos meus tempos no ensino superior, muito poucas páginas de enciclopédias bolorentas eu teria virado na biblioteca da escola.
Parabéns!

Tarot III

Como já referi num post anterior, estes tipos (passo a publicidade) às vezes acertam bem na mouche! Não sei como é que o conseguem...

"Here's your Tarot Reading for SEPTEMBER 27, 2007
Your heart bleeds today, dear Eduardo, and you're finding it difficult to smile. The combination of the Sun and Death is asking you to draw a line under a painful situation that's been dragging on for too long - a relationship that's ended badly, a friend that's gone away. whatever it is, you'll have to get over it and believe in a happier future if you want to get that smile back on your face."

A carta da morte, tenho-a quase sempre! A sorte deles é que não estou a pagar pelo serviço, senão haviam de ouvir-me!!
E já a semana passou, sem que me apercebesse... amanhã é sexta, depois fim-de-semana, alegrem-se as hostes!

Miaumau

From one of my oldest and dearest friends.
It's her first work, her graduation film project at The Surrey Institute of Art & Design.

Very poetic, just like she is!

Strange Love

O anúncio não é novo, mas de cada vez que vejo, fico preso ao televisor.
And today the full moon must have helped!

Para quem não conhece, a música foi escrita e interpretada por Little Annie Bandez, fantástica. Mais info no site da "rapariga". O poema, canção, aqui:
Strange Love
Little Annie Bandez/Antony

Once I had a strange love, a mad sort of insane love, a love so fast and fierce I thought i’d die,
yes once I had a strange love, a pure but very pained love, a love that burned like fire through a field
Oh once I had a strange love, a childlike but derranged love, a love that if were bottled it would kill.
See once I had a strange love, a secret and untamed love, a love that took no prisoners at all

And once I had a strange love a psychic unexplained love, a love that challenged scientific facts
And then there was that strange love, that very badly trained love, a love that needed discipline and facts
Once I had a strange love a public acclaimed love, the kind of love that’s seen in magazines.
And once I had a strange love, a beautiful but vained love, a love I think it’s better left in dreams

And once I had a strange love, a morally inflamed love, we’d go on holy battles in the nights
And then there was that strange love that vulgar and profane love, the kind of love that we don’t talk about
Yes, once I had a strange love, a lying infidel love, who wove in stories like Sherazade
And once I had a strange love, a flaky white kinky love, we ran so fast we almost spilled our guts..

You see i’ve had some strange love, some good, some bad, some plain love, some so-so love, and c’est la vie…
but just let me proclaim that, out of all the strange love you’re the strangest love I’ve ever known….

Full Moon


Foi hoje (26 de Setembro) às 19h45, mas à hora que saí do trabalho (21h40) ainda estava igualmente cheia e linda!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Menos um

E lá cheguei a casa, exausto, com 2 horas de sono, uma merenda mista e um néctar de pêra no estômago e muitos cigarros, depois de um dia que parecia não ter mais fim.
Scene 1
A sessão fotográfica, para a campanha que estou a fazer, correu muito bem. Apesar de mais ou menos amadores os modelos estiveram à altura - muito humildes e profissionais, qualquer um deles. Gostei da actitude!
De referir apenas que de onde se esperava maior profissionalismo, foi onde mais este falhou. Refiro-me a uma "celebridade" que também participou na sessão, a título voluntário, mas que se arrogou de uns ares de petulância que quase arruinaram a parte final da sessão... mas houve jogo de cintura e a coisa correu pelo melhor - brilhante o modo como o fotógrafo contornou os "achanços" da personagem. Parabéns também a ele pelo seu profissionalismo.
No geral, foram quatro horas bem passadas. É bom conhecer gente, mesmo que seja breve o momento em que cruzam a nossa vida, aprendemos sempre alguma coisa.
Scene 2
Depois da sessão, voei a pique para a reunião do final do dia , com outro cliente importante da empresa, razão que não me deixou dormir ontem.
Scene -1
Estava há 5 dias a produzir as peças para este cliente, a terminar o trabalho deixado pelo designer que me precedeu na empresa onde agora estou. Andava a torcer o nariz ao trabaho desde o primeiro momento. Não me identificava com ele, o conceito era feio, por demais visto e usado e, em último recurso, para justificar a minha decisão de mudar tudo no último momento (e me ter obrigado a uma quase directa), não gostava e não era meu.
Por isso arrisquei à maluca e resolvi mudar tudo (brochuras, imagens, pastas, etc.) de ontem para hoje... sim, enlouqueci de vez. Ah, falta referir um pequeno pormenor: o cliente já tinha aprovado todo o conceito anterior pelo que, para não correr riscos desnecessários, além de todas as peças que remodelei, também terminei as peças formatadas nos moldes do primeiro conceito... just in case!
Scene 2 ...continuing
Resultado, cheguei à reunião, coloquei as maquetas em cima da mesa e a reacção imediata do cliente foi: "Então? Mas isto está completamente diferente!" engulo em seco, mas estou confiante porque acredito no meu trabalho e, antes de começar a pensar o que dizer ao cliente para que aceite a minha ideia, ele diz "Ah, mas isto é muito melhor!"
Saltaram imediatamente de cima de mim 500 toneladas de peso e nem tive de falar muito para defender as minhas opções. Foi tiro na mouche! Bingo! One more happy costumer, and one more happy designer!
The End ...for now
E assim foi o meu dia hoje, menos um desta semana que vai ser terrível. Amanhã a luta continua e o descanso do guerreiro não se prevê para tão cedo. Por agora vou emburrecer em frente à TV, uma pausa merecida.

In Tune With Yourself

Esta semana, que agora chega, promete!
Mal começou e eu já estou todo roto.
Deixo-vos (como se vocês não tivessem dormido à espera de poder lêr isto) com o meu horóscopo semanal, acabei de o receber no meu mail e alegrou-me um pouco, apesar de tudo. Ora aqui vai:

"You could become more in tune with your own inner self this week, Eduardo, as your ruler Mercury changes signs and enters penetrating Scorpio on Thursday. You will begin to deal with people on a more profound and perceptive level and will start to understand yourself and your own motivations a lot better than you have in the past. Your ability to think your way out of any dilemma or problem you are having will be strong, and you may come up with some surprisingly perceptive reasons as to why an associate is behaving the way they are. Your mental acumen is strong right now and you will be able to solve a crossword puzzle in minutes. On Sunday, the Moon enters your sign of Gemini and squares Saturn in Virgo in your sector of home and family. You may have to spend a lot of time doing home repairs and could discover that your property needs a lot of fixing up."

Estas pseudo-massagens ao ego sabem sempre bem e, melhor, são gratuitas!
Porque hoje tenho um dia em cheio, fora do trabalho mas em trabalho, com reuniões e sessões fotográficas à mistura, começar o dia logo assim já ajuda a levantar a moral das tropas!
Entretanto fiz praticamente uma directa para acabar um trabalho para uma das reuniões que tenho mais logo ao final do dia, enfim, vou ali dormir duas horinhas e já volto... até já!

Finalmente

A notícia não é nova, por isso, serve apenas para avisar que é já esta semana que estreia em Portugal, na próxima quinta-feira, o filme "Fados", do realizador espanhol Carlos Saura.
Vamos ao cinema?

"Desde que era criança ouvia fados. Há muitos tipos de fado. Mas na Espanha não sabemos muito disso porque, com Portugal, ninguém sabe por que, sempre há uma barreira intransponível, (mesmo) estando tão perto", disse Saura nesta sexta-feira a um reduzido número de jornalistas.

sábado, setembro 22, 2007

Tu sabes que eu sei que tu não sabes que eu sei nada saber

Existem pessoas que, por mais que tentem, têm dificuldades constantes nos relacionamentos interpessoais. É minha opinião que a génese desse problema passa por não compreendermos e, por consequência, não resolvermos algumas das experiências traumáticas por que passámos nos tempos da infância ou da juventude. Essas experiências, por estarem mal resolvidas na nossa cabeça (ou sequer haver consciência que lá estão), deixam marcas latentes, condicionando, assim, o nosso comportamento no presente.

Seja por isso, ou por qualquer outra razão, o resultado acaba por ser sempre o mesmo, descuidamos o que de mais precioso possuímos: o eu e, consequentemente, os outros.

Obviamente que é bem mais fácil justificar aquilo que somos/fazemos hoje colocando a culpa em alguém ou algo exterior a nós. Mas isso não é a verdade. A razão de como somos e agimos está, na maior das vezes, dentro de nós e não no outro ou no que ele nos infligiu. É antes a maneira como resolvemos interiormente esse infligimento que nos constrói a personalidade e caracteriza o modo como lidamos com o outro.

Se fizermos uma auto-análise encontramos, quase sempre, a explicação do nosso eu de hoje, com algo que se passou lá atrás e reconhecer isso já é meio caminho andado para evoluirmos, para sermos pessoas melhores. Cabe-nos então a nós fazer essa viagem interior, descobrir as nossas forças e as nossas fraquezas para aperfeiçoarmos o que é bom e contrariarmos o que é mau em nós.

Não querendo armar-me em filósofo, até porque para isso já há um na família, o que referi assemelha-se com, recordem as aulas, nada mais que filosofia clássica: Gnothi Seauton! – do grego γνῶθι σεαυτόν, ou, em português, Conhece-te a ti mesmo!

Esta frase, inscrita no pórtico do templo de Apolo em Delfos, apresentada a Sócrates por seu amigo Querofonte aquando da sua passagem pelo oráculo (onde a pitonisa lhe revelou ser Sócrates o mais sábio entre os homens), acabaria por se tornar na pedra basilar do método socrático. Sócrates entendeu que o conhecimento do que nos rodeia não deve ser revelado a partir do exterior, mas sim ser revelado através da auto-descoberta do próprio individuo. E qual o seu método?

Num primeiro momento é irónico, questiona-nos, para que confrontemos as nossas próprias limitações face ao conhecimento que temos das coisas, do que julgamos saber. É aqui que chegamos, quase sempre, à humilde conclusão de só saber que nada sabemos!

Só depois, quando reconhecemos a nossa ignorância, quando tomamos consciência dos limites do nosso próprio saber e ao fazermos tábua rasa de tudo quanto julgávamos saber, é-nos permitido o segundo momento. Surge-nos então a grande libertação, chegamos ao momento da maiêutica, em que renascemos intelectualmente (maiêutica= parto), onde, partindo do nada que temos, além do nosso interior (o eu) e da vontade de procurar a verdade em nós, encontramos o conhecimento universal (o outro) e, com isso, o caminho do Bem – quem verdadeiramente procura o Bem, só pode viver segundo o Bem, dizia Sócrates.

Confesso que até eu estou um pouco baralhado mas, se ainda não desistiram da leitura deste post, tudo isto serve para vos dizer que é a partir do verdadeiro conhecimento do nosso eu que nos podemos depois entregar, de uma maneira honesta e sem preconceitos, à tarefa de conhecer o outro.

Por isso, caros leitores, antes de qualquer coisa, conheçam-se primeiro, cuidem primeiro de vocês, arrumem bem a vossa casa, façam primeiro a viagem interior pela descoberta maravilhosa que é encontrar-se a si mesmo e só depois estão prontos para visitar a casa do outro.

Pior é se, ao nos procurarmos, não gostarmos daquilo que vamos encontrar. Mas isso é conversa para outro post.

sexta-feira, setembro 21, 2007

There's no need to feel down

Estes bonecos são mesmo o máximo:

Think

Adoro as personagens desta animação:



Obrigado mana

Think
Aretha Franklin
Think - think - think - think - think - think
Think - think - think - think - think - think
{Refrain}
You better think - think
Think about what you're trying to do to me
Yeah, think - think, think
Let your mind go, let yourself be free

Let's go back, let's go back
Let's go way on back when
I didn't even know you
You couldn't been too much more than just a child
I ain't no psychiatrist
I ain't no doctor with degree
It don't take too much high IQ
To see what you're doing to me
{Refrain}
{Bridge}
Oh freedom - freedom, freedom - freedom
Freedom, yeah freedom
Freedom - freedom, freedom - freedom
Freedom, whoa freedom

There ain't nothing you could ask
I could answer you but I won't I won't
I was gonna change, but I'm not
If you keep doing things I don't
{Refrain}
People walking around everyday
Playing games and takin' scores
Tryin' to make other people lose their minds
Well be careful you don't lose yours
{Refrain}
You need me - need me
And I need you - don't you know
Without each other
There ain't nothing neither can do
{Bridge}
There ain't nothing you could ask
I could answer you but I won't - I won't
I was gonna change, but I won't
If you keep doing things I don't
{Refrain}
You need me - need me
And I need you - don't you know
Without each other
There ain't nothing neither can do
Think about it for me, think about it for me
You had better stop and think about it, think
Think

Testes Inúteis - de volta!

Há que tempos que não fazia um testezinho daqueles. Aqui vai:
How creative are you?
You scored as Creative
You appreciate many things in the world that others take for granted.
You are a warm person who has many interests.
Score:
Creative - 75%
Very Creative - 50%
Not Creative - 31%
Not That Creative - 13%
Estranho, dá um total de 169 %... Ele há cada teste!

September

Os dias seguem-se, cansativos e demorados.
Não sei se aguento muito mais deste mês, ao ritmo que a coisa vai tanto no trabalho, como em casa.
Estou com os Green Day, acordem-me quando Setembro terminar!

Wake Me Up When September Ends
Green Day
Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends
like my fathers come to pass
seven years has gone so fast
wake me up when september ends
here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are
as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends
summer has come and passed
the innocent can never last
wake me up when september ends
ring out the bells again
like we did when spring began
wake me up when september ends
here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are
as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends
Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends
like my father's come to pass
twenty years has gone so fast
wake me up when september ends

It's going to be alright

Don't Give Up
Peter Gabriel & Kate Bush

In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail
No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
But no one wants you when you lose

Don't give up
'Cause you have friends
Don't give up
You're not beaten yet
Don't give up
I know you can make it good

Though I saw it all around
Never thought I could be affected
Thought that we'd be the last to go
It is so strange the way things turn
Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground

Don't give up
You still have us
Don't give up
We don't need much of anything
Don't give up
'Cause somewhere there's a place
Where we belong
Rest your head
You worry too much
It's going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Don't give up
Please don't give up

Got to walk out of here
I can't take anymore
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
And whatever may go
That river's flowing
That river's flowing
Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs

Don't give up
'Cause you have friends
Don't give up
You're not the only one
Don't give up
No reason to be ashamed
Don't give up
You still have us
Don't give up now
We're proud of who you are
Don't give up
You know it's never been easy
Don't give up
'Cause I believe there's a place
There's a place where we belong

Contra o preconceito

Muito bom!

This Mortal Coil

Song to the Siren
Long floating on shipless oceans
I did all my best to smile
'Til your singing eyes and fingers
Drew me loving into your isle

And you sang, 'Sail to me, sail to me, let me enfold you.
Here I am, here I am, waiting to hold you.'

Did I dream, you dreamed about me?
Were you here when I was flotsam?
Now my foolish boat is leaning
Broken lovelorn on your rocks

For you sing, 'Touch me not, touch me not, come back tomorrow.'
O my heart, O my heart shies from the sorrow.

Well, I'm as puzzled as the newborn child
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or should I lie with death my bride?

Hear me sing, 'Swim to me, swim to me, let me enfold you:
Here I am, here I am waiting to hold you.'

quarta-feira, setembro 19, 2007

Arbeit macht frei!

Não querendo nenhuma manifestação acusando-me de anti-semitismo, ou anti seja que fantasmas esta foto possa levantar (até porque a verdadeira origem desta frase - adoptada depois e muito tristemente nos portões dos campos de concentração nazis - em nada, ou quase nada, tem a ver com o uso que posteriormente lhe foi mais conhecido), quero só dizer que realmente o trabalho é uma excelente terapia que nos ajuda a libertar a cabeça das coisas menos boas com que a vida nos presenteia.

O trabalho liberta porque nos sentimos ocupados, porque nos sentimos úteis e, bem ou mal, conseguimos dar algum sentido à nossa vida - por muitas vezes que nos pareça o contrário!

Como referi, a frase vem do título de uma novela escrita por Lorenz Diefenbach onde o herói da trama, através do trabalho, encontra o caminho para a virtude. Deve ser uma leitura interessante.

Ter problemas e andar desocupado, é o pior cenário pois tudo se agiganta. Por isso, mãos (e cabeça) no trabalho!

No Panteão Nacional

"Alcança, quem não cansa"
Aquilino Ribeiro

E hoje, ele alcançou!

SEX

video

Lição aprendida!

A gift from Pika

Face à luz dos acontecimentos de ontem, recebi isto pela Pika, do "meu" Caetano.
Retrato da raça humana... quase que me apetece usar a frase que é tida como de B.B. "quanto mais conheço os Homens, mais gosto do meu cão" (no meu caso seria o meu gato), mas também atribuída a Alexandre Herculano na versão "Quanto mais conheço os Homens, mais estimo os animais". A ideia é a mesma!
Haverá esperança ainda para que o comportamento do Homem, para com o seu próximo e para com o que o rodeia, melhore?
Enfim, considerações humanas à parte, como sempre, Caetano está cada vez melhor:

Odeio
Caetano Veloso

veio um golfinho do meio do mar roxo
veio sorrindo pra mim
hoje o sol veio vermelho como um rosto
vênus, diamante, jasmim
veio enfim o e-mail de alguém

veio a maior cornucópia de mulheres
todas mucosas pra mim
o mar se abriu pelo meio dos prazeres
dunas de ouro e marfim
foi assim, é assim, mas assim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

veio um garoto do arraial do cabo
belo como um serafim
forte e feliz feito um deus, feito um diabo
veio dizendo que sim
só eu, velho, sou feio e ninguém

veio e não veio quem eu desejaria
se dependesse de mim
são paulo em cheio nas luzes da bahia
tudo de bom e ruim
era o fim, é o fim, mas o fim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

Cansaço

Há dias em que daríamos tudo para que o tempo voltasse atrás.
Hoje, para mim, é um dia desses.
Queria voltar para o ano 2000 e reescrever a minha história, é possível?
Claro que não!
Mas fica o desejo aqui escrito... estou exausto...

terça-feira, setembro 18, 2007

It doesn't leave my mind


VW on the way!

Se há coisa que me dava prazer fazer há uns anos (não muitos, afinal só tenho a carta de condução há 4) era conduzir grandes distâncias, de preferência sozinho, tanto dentro como fora do habitáculo de um carro.
Adorava fazer umas horas de estrada, sem ninguém a chatear-me, atravessar o país e ir apreciando as diferentes paisagens por onde passava, com uma musiquinha à maneira e perder-me nos meus pensamentos - daí ser mais vantajoso não ter ninguém por perto, não fosse a distração tecê-las!
Tudo isto para dizer que no final desta semana já cá devo ter o meu novo meio de locomoção e quando digo novo, é NOVO mesmo. :o)
Será o meu primeiro carrinho a estrear, só para mim, mais ninguém por lá andou, vou ser o primeiro!
Ok, ok, não é o Cross Polo que eu tanto gostava - foi logo paixão à primeira vista, quando o vi pela primeira vez no meio do tráfego, ainda eu andava por aí em quatro rodas - é lindo, não é?

Mas a escolha racional, tendo em conta o rácio preço/qualidade/diferenciação (e mais o que lhe queiram juntar), acabou por ser o Polo, na versão Live. Também não está nada mau, não senhor! Aqui, na cor que escolhi:

Mal posso esperar para lhe meter as mãos em cima e ir dar uma volta bem grande!

Cheiro maldito

Refiro-me ao do leite com chocolate que, por mais que esfregue e queime incensos, teima em não sair do ar lá de casa...

segunda-feira, setembro 17, 2007

.

domingo, setembro 16, 2007

No meu mail, outro dia

Desculpem-me as mentes mais conservadoras e susceptíveis de se chocarem, mas achei tanta graça a este email que não resisto a colocá-lo aqui. Já o recebi a alguns dias, mas só agora resolvi partilhá-lo convosco. Aqui vai:
"Quando vos mandarem ir fo...., aceitem, mas exijam viajens pagas, porque não é perto :P Fica junto a Estocolmo na Suécia."

Como eu sou um moço curioso, resolvi investigar a veracidade da coisa...
Ora, segundo a lista de cidades da Suécia que constam na Wikipedia (não é que seja a fonte mais fidedigna, mas sempre é alguma coisa), não existe nenhuma com esse nome... Hum! Começo a desconfiar! Resolvo prosseguir com a investigação - sim, é isso mesmo, não tenho mesmo mais nada que fazer num sábado à noite.

Inicio as minhas pesquisas e encontro aqui duas empresas Suecas, a saber: SVENSKA FODER AB, sedeada em Hällekis e SVENSKA FODER, sedeada em Lidköping também na Suécia. Trata-se de uma mesma empresa, com fábricas nestes dois locais, que, tanto quanto me deu a perceber, produz rações para animais, vacas principalmente... (cof cof cof) Aqui encontram o site da empresa, para verem que não estou a inventar. Atentem à área de contactos (Kontakt) e vejam a terminação dos emails... lido em português é só rir (info@svenskafoder.se - seria qualquer coisa como "se vens cá f****").

Já num outro site existe a explicação de que a referida palvra, em sueco, refere-se a "(...) a unit of liquid capacity, about 942.12 liters (...)"

Prossigo e encontro ainda mais uma possível definição, aqui. Ou seja, pode ser uma arquitrave (parte do entablamento que assenta sobre os capiteis das colunas).

Mau! Em quê é que ficamos? É o nome de uma localidade, é nascer, é ração para animais, uma unidade de capacidade líquida, uma arquitrave?

Foi então que cheguei aqui, a um dicionário Sueco-Português onde encontrei o seguinte: födelse = nascimento / födelsedag = aniversário

Já estamos mais perto de alguma coisa... mas prossigo, não me dou por vencido, tenho de "desmascarar" esta fotografia - começo a desconfiar que se trata antes de uma fotomontagem

A grande ajuda chega com o Wiktionary, onde o primeiro encontro é com a palavra foder que significa 'alimento', mas é um termo dinamarquês, não sueco; daí sou levado até à palavra fodder que, no inglês, é o equivalente a 'alimento para animais/ração', ainda assim e mais uma vez, não é sueco; então, por fim, chego até föda, palavra derivada do antigo dialecto escandinavo (que deu origem às modernas línguas nórdicas: norueguês, sueco, dinamarquês, finlandês e islandês) e que em sueco quer dizer 'alimentar', 'alimento', verbo e substantivo respectivamente, ou ainda 'dar à luz/fazer nascer'. Reparem ainda que, no sueco, o verbo possui conjugações e declinações que têm alguma brejeirice na língua portuguesa.

Aqui páro, penso como é curioso que uma palavra, derivada do antigo escandinavo, significa em sueco algo tão inocente como 'alimento' ou 'alimentar' e que no português, derivado do latim futuere - o infinitivo do verbo futuo, significa algo completamente diferente e que quer dizer aquilo que vocês bem sabem, mas no sentido de penetrar e não no de ser penetrado, não façam confusão!

Ainda podíamos achar que os romanos andaram lá para os lados da antiga Escandinávia a fazer das suas, mas se nos lembrarmos até que ponto do globo o Império Romano se expandiu, mesmo no seu tempo áureo, constatamos que por lá não andaram, logo não deverá haver qualquer relação linguística entre estas duas palavras.

Mas teria sido engraçado, uma vez que, no sentido malicioso da coisa, acaba por andar tudo à volta da mesma ideia: estamos todos, latinos e escandinavos, a falar do mesmo, ou seja, de comida, ainda que de natureza diferente e administrada por diferentes orifícios do corpo.

Conclusão
Sendo a foto verdadeira, tratar-se-á provavelmente, não do nome de uma localidade sueca, mas tão somente de uma indicação de que para aqueles lados existe comida - seja ela para animais, ou para portugueses com a mania dos trocadilhos!

sábado, setembro 15, 2007

À 12.ª é de vez!

Para quem estiver por perto, com tempo na agenda, gostar de cinema e for um curioso/interessado na temática queer, aqui vai uma sugestão:

Queer Lisboa – Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa

Como ando numa de abelha atarefada, ainda mais sem meio de locomoção próprio, provavelmente não vou conseguir ir a uma única sessão.


Ainda não vai ser este ano! Talvez na 12.ª edição eu consiga.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Busy busy bee

Razão pela qual tenho estado tão silencioso este mês de Setembro: tenho trabalhado que nem um louco todos os dias para terminar um montão de projectos.
Acabou-se Agosto e os clientes, depois de muito banho de sol e de água, vieram cheios de energia para trabalhar. Estou com uma pilha de trabalhos para acabar até ao final do mês, tudo para a mesma altura...
E então é isso, ando que nem uma abelha operária, trabalho, trabalho e mais trabalho, nem tenho tempo para coçar o ferrão!
Será que todos eles pensam que são a única rainha na minha colmeia? Pior é que é isso mesmo que eles pensam!

Abelha-operária sofre! Porque é que eu não nasci abelha-rainha? Vejam só as diferenças entre uma e outra. Já o zangão não serve para nada mesmo, não faz nada na vida, só serve para fecundar a abelha-rainha e depois de o ter feito é posto na rua, acabando por morrer de fome. Aprendam:

"Uma abelha visita dez flores por minuto em busca do pólen e do néctar. Ela faz, em média, quarenta vôos diários, tocando em 40 mil flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e o guardam numa bolsa localizada na garganta. Depois voltam à colméia e o néctar vai passando de abelha para abelha. Desse modo, a água que ele contém se evapora, ele engrossa e se transforma em mel. Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano. Para produzir um quilo de mel, as abelhas precisam visitar 5 milhões de flores.

Uma colméia abriga até 80 mil abelhas. Tem uma rainha, alguns zangões e milhares de operárias. Se nascem duas rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. Uma abelha rainha vive entre dois a cinco anos, enquanto as operárias não duram mais que um a quatro meses . As abelhas-rainhas põem mais de 3 mil ovos num único dia. Apenas as abelhas fêmeas trabalham.

O zangão nasce de um ovo não fecundado, não possui ferrão e sua única função é fecundar uma rainha virgem, morrendo logo após. Eles têm um faro muito apurado para identificar quando uma rainha executa seu vôo nupcial. Voam quilômetros de distância com o intuito de cruzarem a rainha durante o vôo nupcial. Após esse vôo os poucos que conseguem cruzar com a rainha (em torno de 15) logo após morrem mutilados. Os que não conseguem a proeza também morrem por não saber voltar para casa e tão pouco se alimentar sozinhos. A única missão dos machos é fecundar a rainha. Depois de cumprirem essa missão, eles não são mais aceites na colméia. Ficam de fora até morrer de fome.

A abelha operária, encarregada da proteção da colméia, tem um ferrão com pequenas farpas, o que impede que seja retirado com facilidade da pele humana. Depois de dar a ferroada, a abelha tenta escapar. Por causa das farpas, a parte posterior do abdômen, onde se localiza o ferrão, fica presa na pele da pessoa e a abelha morre. Já ao picar insetos, a abelha consegue retirar as farpas da vítima e sobrevive.

Ao bater as asas em vôo, uma abelha emite a nota lá3, cuja frequência é de 440 Hz. Isso significa que a abelha bate as asas 440 vezes por segundo. Quando, porém, está carregada de pólen, emite uma nota mi3 (330 Hz)."

Como vêm, ser abelha-rainha é só vantagens: vive-se muito mais tempo, tem-se tratamento de luxo e ainda se conhece machos novos de cada vez que se quer "divertir". O chato mesmo é ter de por tanto ovo num dia só. Mas também, não podia ser tudo bom, não é?
E este foi o momento National Geographic de hoje.
Espero que tenham aprendido mais alguma coisa sobre o fascinante mundo animal.
Quanto a mim, que não passo de uma reles abelha-operária, vou voltar para as minhas flores... hoje ainda só toquei em 20 mil, faltam-me outras tantas!
Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Para o leitor do "lugar onde o peixe pára"

Aqui vai uma foto do outro gato lá de casa... piadinha modesta!
É o meu Heitor, de quem já tinha falado aqui e aqui em posts anteriores. Deve o seu nome ao príncipe Troiano da história da Guerra de Tróia (a que fica para os lados da Grécia, não esta que fica do outro lado do rio Sado, em frente a Setúbal).
A mãe, a Luna que também aparecia nesse post, foi para outras latitudes, neste momento só o tenho a ele. É lindo não é?
Deixo então a devida homenagem ao meu companheiro mais melga e cola, hiper carente e arraçado em cão, mas que me faz muita companhia quando ando sozinho lá por casa.