quarta-feira, janeiro 02, 2008

Day 1

Durante toda a minha adolescência fui um acérrimo defensor dos não fumadores, um extremista sempre a implicar com as minhas irmãs que começaram a fumar muito cedo. À excepção da minha mãe e eu, na minha família todos fumavam, pai, irmãs e irmãos. Hoje continua igual, com a diferença que também eu fumo!
Comecei aos 19 anos, idade mais que suficiente para ter juízo, durante a primeira época de exames no primeiro ano do meu curso e nunca mais parei... Na altura, pelo stress, sabia-me bem e achava que depois conseguia parar. Mas não consegui e continuo até hoje. Já lá vão 11 anos... pois é, time flyes!
Hoje em dia sinto, cada vez com maior frequência, que fumo mais pelo vício e pelos gestos habituados, do que pelo real prazer que tiro de um cigarro. Posso dizer que, numa razão de 75/25, os cigarros que fumo devem-se ao vício e não ao bem que me sabem. Irrito-me com o cheiro do tabaco em mim e nos outros, na roupa, no cabelo, dentro de casa, o fumo arde-me nos olhos e incomoda-me cada vez mais, a imagem de um cinzeiro cheio de beatas repugna-me, só para mencionar algumas coisas que sinto em relação ao tabaco neste momento.
Ainda assim não páro, como é possível?!? Serei assim tão atrasado mental? (são estas as lutas interiores que travo comigo mesmo). Está mais que na altura de fazer alguma coisa, por isso comecei hoje mais uma tentativa (a quarta, pelas minhas contas) para deixar este vício.
Esta minha decisão não se deve a nenhuma resolução de ano novo; não se deve a um qualquer receio em arder na fogueira - agora que começou a caça às bruxas fumadoras, com a nova lei anti-tabágica (quanto muito, a limitação de lugares para fumar, poder-me-á ajudar a não pensar tanto na sua falta).
Deve-se a querer sentir-me melhor, querer cheirar melhor, respirar melhor, saborear melhor e todas as coisas que nos dizem que passamos a fazer melhor depois que deixamos de fumar.
Para isso vou contar com a ajuda do Champix (Chantix nos States, passo a publicidade) e, apesar dos possíveis efeitos secundários nefastos, os quais tanto se falaram há coisa de meio mês atrás (aqui, ou aqui ou ainda aqui, para mencionar algumas fontes), vou arriscar!
Mas ainda assim não consigo deixar de pensar que, por causa desses possíveis efeitos secundários que mencionam pensamentos e actos depressivos e suicidas, afinal deixar de fumar, também pode matar. Vai daí, lembrei-me de fazer uma brincadeira no Photoshop e construir a foto que ilustra este post. Veremos se daqui a 14 dias o bom humor se mantém como agora.
A ideia, com este tratamento, é deixar de fumar depois do 14º dia, mantendo-se a medicação durante mais uns três a seis meses. Vamos lá a vêr como é que isto vai correr.
Entretanto eu vou fazendo por aqui a actualização da minha evolução durante este processo, se não me matar entretanto! Fiquem atentos...

3 comentários:

gajodosabracos disse...

Força; o do Bitaites.org leu um livro qualquer que o ajudou (estou com muita preguiça para ir encontrar os links), a jonasnuts.blogs.sapo.pt faz referência a isso num dos últimos posts.

Força de vontade é o que te desejo, pá, aguardando os ulteriores smokisódios ;-)

Abraço

gajo dos abraços disse...

Olha, desculpa lá: entretanto encontrei isto

http://tinyurl.com/34qhml

Graphic_Diary disse...

Obrigado pela força, especialmente quando esta é emanada de um "(...)poderoso jedi executivo sensível de roupa interior sensual e com um potente sabre luminoso."
Entretanto consegui chegar ao livro, pelas dicas que enviaste.
Agora vou tentar descobrir onde o consigo comprar. Ajudas destas nunca são demais! Obrigado mais uma vez e um abraço!