domingo, abril 20, 2008

Dismissed

Algumas das minhas mais recentes incertezas foram desfeitas esta tarde. Depois de uma conversa de quase duas horas fui oficialmente dispensado. A empresa onde dediquei os meus últimos 10 meses e meio de trabalho está a ir ao fundo (como, de resto, está este país) e não podem continuar a sustentar o meu posto de trabalho. Era algo que já esperava, mas o que não esperava era que fosse já! Agora é arregaçar os braços e ir à luta pois não tive direito a nada uma vez que estava na situação mais que precária dos malditos recibos verdes...
Desde o início do ano, assim que comecei a notar os primeiros sinais desta situação, agora real, que tenho respondido a anúncios e enviado candidaturas expontâneas para empresas da minha área aqui por Setúbal e arredores mas o esforço até à data não tem revelado respostas positivas. As pouquíssimas que ainda me chegaram (em Portugal existe o péssimo e mal educado hábito de não se responder às candidaturas de emprego) são sempre no sentido "agradecemos o seu contacto, mas de momento não estamos a recrutar, blá, blá, blá...". Pudera, a coisa tá preta!
Muita coisa tenho agora para resolver e pensar, talvez seja uma boa altura/oportunidade para fazer o devido balanço da minha vida profissional e repensar os rumos que quero tomar. Neste momento estou muito confuso e sem saber muito bem o que fazer... continuo nesta área? Mudo tudo? Fico por aqui? Ainda me sinto com forças para recomeçar tudo de novo? Vendo tudo e fujo para Espanha?
Vou para Lisboa, penso eu, só assim me safo! Mas, a conseguir colocação em Lisboa, provavelmente o mais acertado será alugar a minha casa daqui, vender o meu novíssimo carro e mudar-me para lá... senão não compensa - isto a julgar pelas ofertas salariais que a maioria dos anúncios refere e contrabalançando com o que gastaria ao deslocar-me todos os dias daqui para a capital só para ter de trabalhar (menos um pouco e teria de estar a pagar para poder ter trabalho). Decisões, decisões e mais decisões... tenho a cabeça a mil à hora!!!
Por outro lado sei que não tenho muito tempo para essa reflexão uma vez que o relógio não pára, principalmente o das responsabilidades (casa própria, carro e demais crediários da vida de adulto) a cumprir mensalmente! Tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac...
Arghhhhhh! Tanto que fazer e resolver em tão pouco tempo, que pressão!

7 comentários:

pinguim disse...

Há alturas na nossa vida que nos sentimos obrigatòriamente confusos; mas há que ter força e esperança, pois o mal não dura sempre, e quem sabe se não será uma oportunidade para alcançares, mesmo que te pareça, de momento, difícil, uma situação futura melhor?
Abração.

Graphic_Diary disse...

Penso que estas fases servem para isto mesmo, para a abertura de novos horizontes, propíciar de novas oportunidades, talvez pensar num rumo diferente a tomar ... mas o primeiro passo assusta, mesmo já com alguma experiência nestas coisas!
Enfim, tenho de ir ver é se durmo que já estou a divagar demais...

Aequillibrium disse...

São alturas de mudança.
São lixadas, não são...?

Piraboy disse...

Duas horas de blá-blá-blá para então te dispensarem? Aff...
Eu também não sabia muito bem ao certo o que ia fazer da minha vida quando fui despedido do meu último emprego. Resolvi então na época aceitar um convite no ORKUT (que eu nunca tinha acessado) e me cadastrar. Lá busquei umas comunidades relacionadas com que eu faço e resultado: vendi o apê onde morava, mudei de cidade e fui trabalhar para uma empresa multinacional. E tudo isso em pouco mais de 3 meses. Se valeu a pena? Valeu sim. Se vou continuar nesse emprego por muito tempo? Não sei. Se faria tudo de novo caso necessário fosse? Faria sim. Mas enfim, você há de tomar a decisão acertada. Good luck, mon ami.

mimulus disse...

Amiguinho, muita força aí!

Você merece o melhor, pelo talento e esforço.

Estou torcendo por ti do lado de cá do Atlântico.

Um grande abraço

Graphic_Diary disse...

#Aequillibrium,
São alturas lixadas sim senhor!
Principalmente porque pesamos tudo, repensamos a nossa vida, o nosso caminho, as escolhas feitas até aqui, os rumos seguidos e por aí fora.
O cansaço mental é mais que muito, chega a cheirar a torrado de tanto que o cérebro está em ebulição!

#Amigos do lado de lá do Atlântico
Obrigado Pira, pela partilha do teu exemplo e por desmistificar um pouco o medo parvo que temos da mudança. Mudar é bom, sim!
Um abraço.

Querida Mimulus, usando as palavras de Jobim e Vinicius, que bom seria "se todos no mundo fossem iguais a você". Obrigado pela força.
Beijo grande!

Paulo disse...

Já te disse que lamentava. Antes de mudares, venderes o popó, etc., pondera tudo e cabeça fria! Acima de tudo, boa sorte!