quarta-feira, abril 30, 2008

Um dia - parte II

Nem de propósito, hoje calhou-me este pacote no café da manhã. Estas pequenas mensagens podem tornar-se perigosas, despoletadoras de coisas irreversíveis... ou talvez não! Mas por segundos chegamos a pensar 'um dia... ai um dia!', depois refazemo-nos e reentramos na carneirada, voltamos à nossa vidinha. É aquela sensação do abismo, a sensação de que um dia fazemos uma loucura e mudamos tudo na nossa vida. É um dia que sinto cada vez mais próximo, mas sinto-o com o receio da precipitação... porque se há defeito que tenho é o da impaciência, não saber esperar, ter mais calma e perceber que as coisas acabam sempre por se resolver. Já diz um ditado antigo 'o apressado come cru', mas eu canso-me e impaciento-me muito facilmente... Quero tudo, já, aqui e agora... é assim tão difícil?
Enfim, hoje termina esta semana para mim, fui dispensado de comparecer na próxima sexta-feira aqui, estou quase a terminar o trabalho por hoje e volto no final do dia para Setúbal. Há mais de dois dias que não vejo a minha cara metade e que passo a noite sozinho. Sozinho só à noite na cama, porque até lá tenho tido a companhia e as conversas do Pardinho, já estive com os meus dois faroleiros (jantar na casa de um e almoço com o outro) e também arranjei tempo para rever este menino. Há ainda muitas mais conversas para meter em dia... é o canto da sereia...
Agora, de ti estou cheio de saudades. Hoje volto para Setúbal e para mais uma estreia de um trabalho teu. Beijos, até logo e muita merda!

terça-feira, abril 29, 2008

Um dia

Já tinha visto em alguns dos blogues por onde passo referências a estes pacotinhos de açucar da marca Nicola. Hoje reparei na mensagem que me calhou na bica da manhã, antes de entrar para o escritório. Ri-me, depois apeteceu-me chorar, depois guardei-o no bolso e pensei 'ao menos serve para fazer um post mais logo'...
Tantas vezes já dissemos isto um ao outro, quando o desespero aperta e as poucas saídas parecem afunilar as nossas vidas. Tanta vez nos ficamos por isso mesmo, só pelas palavras... mas um dia... ai um dia!

segunda-feira, abril 28, 2008

Lisboa

Pois é, acabo o fim de semana no Porto e começo a semana em Lisboa. Parece-me que, cada vez mais, vai ter de passar por aqui os próximos tempos da minha actividade profissional. A coisa é para ficar, pelo menos, mais esta semana e com bastantes probabilidades de seguir num vínculo mais permanente.
Para já, delicio-me com uma nova vista do local de trabalho, desta feita do topo de um 7.º andar sobre a Almirante Reis (na foto, variações à esquerda e à direita).
E Lisboa inicia comigo, mais uma vez, um processo de sedução com o seu canto de sereia... Serei um Ulisses ouvinte mas de vontades amarrado ou um simples marinheiro de ouvidos tampados e completamente indiferente à tentação dos seus cânticos sedutores? Vamos com calma e veremos onde vamos parar.

Porto

Este fim de semana fomos ao Porto. Aproveitando a boleia da participação do trabalho do meu menino num festival de teatro a decorrer no Palácio de Cristal (o 27.º Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro, org. Teatro Art'Imagem), resolvi mudar de ares, espairecer um pouco, fugir das tormentas diárias dos últimos dias e rumar numa mini-micro-nano-pico escapadinha à cidade invicta.
Foi tudo a correr, ir no sábado, voltar logo no domingo, mas ainda assim deu para conhecer os jardins do Palácio de Cristal, passear nos Aliados, por Sta. Catarina e sentarmo-nos no emblemático e ultra-turístico café Majestic para uma cerveja. À noite revi a Ribeira, depois na companhia de uma amiga fomos apresentados a dois espaços diferentes mas muito bons. O primeiro, o espaço "Contagiarte", uma casa bem antiga, daquelas com 500 metros de pé direito, espaço de divulgação cultural. O segundo, o "Maus Hábitos" num piso inteiro de um prédio, várias salas com diferentes ambientes cada, espaço de intervenção cutural e muito boa onda também. No domingo de manhã apresentei ao meu moço a casa e os jardins maravilhosos de Serralves. Só não foi desta ainda que consegui entrar na livraria Lello, terá de ficar para a próxima. Aqui fica uma pequena colectânea de fotos com o telemóvel.


sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril

O ano passado ainda tive tempo para articular um post mais ou menos decente (flashback manhoso neste link) dedicado a este dia tão importante na história recente de Portugal.
Este ano, no meio da turbulência em que tenho estado envolvido nos últimos dias, só tenho tempo para deixar esta música. Ouvi-a recentemente no rádio do meu telemóvel - agora ando artilhado com headphones para não ter de ouvir as conversas parvas que pululam nas muitas viagens que tenho feito durante esta semana a caminho de Lisboa.
A mim, esta música, mais que a lembrança de uma revolução que não vivi, traz-me a lembrança do meu irmão Carlos a tocar, muitos anos mais tarde, na sua guitarra esta e tantas outras músicas de intervenção que, muito provavelmente, foram-lhe ensinadas/incutidas pelo nosso queridíssimo e muitíssimo marxista-leninista pai.
Esta era sem dúvida umas das suas favoritas, pois tocava-a com maior frequência.
Recordo-me também da sensação de espanto com que fiquei quando escutei a letra com atenção e, como que uma luz que se acendesse dentro da minha cabeça, constatei o quão forte era a sua primeira frase.


Livre (Não há machado que corte)
Música e Intérprete: Manuel Freire
Letra: Carlos Oliveira


Não há machado que corte
a raíz ao pensamento
Não há morte para o vento
não há morte

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

segunda-feira, abril 21, 2008

Os Homens são como as batatas

OS NOVOS... só DESCASCADOS!
OS VELHOS... só a MURRO!

Hard Candy

Graças a este grande querido (ou a um seu comentador anónimo) já fiz o download e ouvi quase todo o album Hard Candy da Rainha da Pop. Este album tem sido mais que esperado, mas porquê? Porque ninguém como ela sabe fazer-se esperar - haja máquina de marketing em condições, bem oleada e esta mulher até gelo vende aos esquimós. Ainda estou a estranha-lo, para ver se depois o entranho. Em todo o caso já é um sucesso só pela maneira como se tem feito sentir a sua espera no lançamento no mercado - o sucesso musical do trabalho é, portanto, o de menor importância.
Críticas ao 11.º album de Madonna: aqui, aqui e aqui.

Até as cartas acertam

Eu não digo que estes tipos às vezes acertam mesmo no alvo!

Tarot Reading for APRIL 21, 2008
This is the day where it all comes out in the wash! Death and Strength are asking you to put the grievances on the table in order to clear the air once and for all. Today you have the energy and the necessary determination to get to the bottom of it all. Your sincerity and the strength of your convictions will help you remove the irritations that have been causing conflict, and will allow you to start afresh, from a much healthier foundation. As for work, there may be a few changes in the way you approach this. You may be about to change jobs or colleagues, reorganize your schedule, transfer to another department, get promoted, absolutely anything is possible when Death is holding the reins! Luckily, the Empress will be there to guide you all day and she'll help you handle these changes with detachment and skill.

domingo, abril 20, 2008

Duma assentada

Como têm reparado, os que por aqui passam com maior frequência, tenho estado ausente das postagens públicas. Hoje resolvi colocar a escrita em dia e publiquei tudo o que tinha por aqui em formato rascunho - o bom, o mau, o menos bom e o péssimo que culminou com a notícia e penúltimo post de hoje. Como a coisa não anda famosa, ao menos passei parte do fim de semana distraído enquanto por aqui andei em actualizações.
Agradeço do fundo do coração a todos os que aqui têm vindo "ver-me" diariamente à espera de novidades e têm deixado comentários... agora levam com uma injecção directa dos vários posts referentes aos meus últimos 11 dias. Quanto ao resto não se preocupem muito - presunção minha achar-vos preocupados, pensarão alguns, mas ainda assim, vou ver se não me fecho muito sobre mim mesmo e tentarei ir dando notícias sobre a situação em que me encontro.
Vou contrariar a minha natureza pessimista e acreditar que dias melhores virão! Como me disse há pouco um querido amigo, "às vezes é necessário dar um passo atrás para depois poder seguir em frente". Talvez siga a sugestão na mensagem do Windows que ilustra este post... let's see!

Dismissed

Algumas das minhas mais recentes incertezas foram desfeitas esta tarde. Depois de uma conversa de quase duas horas fui oficialmente dispensado. A empresa onde dediquei os meus últimos 10 meses e meio de trabalho está a ir ao fundo (como, de resto, está este país) e não podem continuar a sustentar o meu posto de trabalho. Era algo que já esperava, mas o que não esperava era que fosse já! Agora é arregaçar os braços e ir à luta pois não tive direito a nada uma vez que estava na situação mais que precária dos malditos recibos verdes...
Desde o início do ano, assim que comecei a notar os primeiros sinais desta situação, agora real, que tenho respondido a anúncios e enviado candidaturas expontâneas para empresas da minha área aqui por Setúbal e arredores mas o esforço até à data não tem revelado respostas positivas. As pouquíssimas que ainda me chegaram (em Portugal existe o péssimo e mal educado hábito de não se responder às candidaturas de emprego) são sempre no sentido "agradecemos o seu contacto, mas de momento não estamos a recrutar, blá, blá, blá...". Pudera, a coisa tá preta!
Muita coisa tenho agora para resolver e pensar, talvez seja uma boa altura/oportunidade para fazer o devido balanço da minha vida profissional e repensar os rumos que quero tomar. Neste momento estou muito confuso e sem saber muito bem o que fazer... continuo nesta área? Mudo tudo? Fico por aqui? Ainda me sinto com forças para recomeçar tudo de novo? Vendo tudo e fujo para Espanha?
Vou para Lisboa, penso eu, só assim me safo! Mas, a conseguir colocação em Lisboa, provavelmente o mais acertado será alugar a minha casa daqui, vender o meu novíssimo carro e mudar-me para lá... senão não compensa - isto a julgar pelas ofertas salariais que a maioria dos anúncios refere e contrabalançando com o que gastaria ao deslocar-me todos os dias daqui para a capital só para ter de trabalhar (menos um pouco e teria de estar a pagar para poder ter trabalho). Decisões, decisões e mais decisões... tenho a cabeça a mil à hora!!!
Por outro lado sei que não tenho muito tempo para essa reflexão uma vez que o relógio não pára, principalmente o das responsabilidades (casa própria, carro e demais crediários da vida de adulto) a cumprir mensalmente! Tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac...
Arghhhhhh! Tanto que fazer e resolver em tão pouco tempo, que pressão!

Comensais bloguistas

Thirteen Men Dining in a Very Small Room, Sam Rigling

Ontem foi o dia do jantar organizado pelos Felizes Juntos e mais o Pinguim, leitores e amigos (ainda que, por enquanto, na esfera virtual) aqui deste vosso escriba mais ou menos diário. Por razões pessoais e que têm a vêr com a minha actual situação de incerteza, não me foi possível estar presente. Tive muita pena, mas acredito que, se tivesse ido, também não seria grande companhia pois estaria com a cabeça noutro lugar completamente diferente e seria uma presença bastante ausente...
Entretanto já li um pouco por toda a minha micro-blogoesfera que a coisa acabou por correr muito bem, todos se divertiram e a experiência foi muito positiva. Espero que a minha vida se resolva de maneira a poder estar presente num próximo encontro.
Resta-me felicitar os organizadores pela iniciativa e esperar que repitam o evento.

sexta-feira, abril 18, 2008

Transportes Públicos

Como referi no post anterior, estes últimos dois dias em que andei num lufa-lufa entre Setúbal e Lisboa aconteceram-me alguns episódios caricatos aos quais já não estava habituado.
Há cerca de três anos que deixei de trabalhar em Lisboa e desde aí que trabalhei sempre em locais perto de casa, o que me afastou destas lides diárias de autocarros, motoristas, passageiros e corridas para o próximo metro.
Ora, no primeiro dia até que a coisa correu bem, não andei em correrias, consegui apanhar tudo a tempo e a horas, sem grandes falhas entre transbordos. Até consegui arranjar estacionamento para o meu carro ao pé da estação rodoviária para que quando chegasse, no final do dia, pudesse ir de carrinho para casa e não a pé debaixo desta chuva horrorosa que tem estado.
A registar só as conversas parvas que fui apanhando, mesmo não querendo, entre as duas raparigas que se sentaram ao meu lado no autocarro (nem vos conto o teor da mesma que era de ruborizar) e uma outra entre cinco adolescentes no metro (sobre a diferença entre os filmes de animação em 2D e em 3D - as pérolas!), mas estes fenómenos até alegram o dia de uma pessoa - se não pensarmos muito profundamente sobre a coisa.
O pior registo foi no final do dia, já no autocarro de volta para Setúbal. Sentou-se ao meu lado um rapaz muito bem apessoado mas a cheirar um suor de mil refogados hiper concentrados, daqueles bem fortes de fazer chorar os olhos e as pedras da calçada também! Fui o caminho todo a rezar para que eu conseguisse adormecer profundamente e assim não suportar com consciência aquele suplício, o que não aconteceu... depois passei a rezar para que fosse ele a adormecer para que não se mexesse muito e assim emanar a toxicidade em forma de cebola em menor quantidade. Só 40 minutos depois consegui respirar ar puro, já fora do autocarro, não muito são mas salvo!
Hoje a coisa já não correu tão bem quanto isso. No final do dia demorei-me um pouco mais no trabalho, perdi uma ligação no metro da Alameda para Oriente por segundos. Depois, chegado à estação Oriente tive de sprintar até aos autocarros mas perdi o meu por fracções de milésimos de segundo - arrisco a dizer que o motorista (o cão!) saiu antes da hora. Resultado: tive de esperar 40 minutos pelo próximo. Como é do conhecimento dos seus frequentadores há lá sítio pior para se estar à espera de um autocarro em dias de chuva que na Gare do Oriente? Ao fim de 5 minutos e de estar encharcado, resolvi ir para um café. Já só voltei quando faltavam 10 minutos para o tão esperado transporte para casa. Entrei no autocarro, sentei-me e quando fechei os olhos comecei a ouvir uma discussão entre o motorista e um passageiro. Parece que tiveram um confronto na estrada, anterior e fora daquele contexto, mas o passageiro resolveu tirar satisfações ali, no local de trabalho do motorista - achei mal. O motorista não se fez de rogado e aquilo quase que acabou ao murro. Estivemos naquele impasse, impávidos assistentes daquele bate-boca, perto de uns 10 minutos, depois deve-se ter feito luz na cabeça do motorista, pediu desculpa aos restantes passageiros e foi para o seu posto de trabalho. O outro parvo, ainda atirou umas bocas para o ar, mas acabou por se calar. Show is over, fechei os olhos, já posso dormir descansado, penso eu. Aninho-me e sinto alguém sentar-se no banco da frente. Quem era? Só pelo cheiro percebi logo. É muita coincidência ter o mesmo tipo, com o mesmo cheiro, em dois dias diferentes, sentado perto de ti num autocarro... Só me apeteceu foi gritar, mas em vez disso mudei-me para o lugar do lado e fiquei a pensar se seria de mau tom oferecer um desodorizante ao rapaz da próxima vez que o apanhar no caminho para casa... o que me dizem?

Cem palavras

Estes dois últimos dias tenho ido para Lisboa a trabalho para ajudar e ser ajudado por uma amiga de longa data dos meus tempos de Tomar. Ela está com trabalho a mais na empresa dela e não consegue dar resposta, assim eu fui dar uma maozinha e também testamos a experiência de trabalho conjunta. Se a coisa correr bem, pode ser que comece a trabalhar de novo em Lisboa.
O trocadilho do título deste post é tão somente para lhe agradecer e à sua mão amiga que se estendeu como uma possível saída para o buraco onde me deixei enfiar nestes últimos 11 meses que dediquei à empresa onde estava a dar a camisola em vão... (acho que esta é a frase mais comprida e sem pontuação que escrevi até hoje - o Saramago ao pé de mim é um aprendiz!)
Para ti, minha boa amiga, o meu MUITO OBRIGADO!
Mesmo que a experiência não dê em nada mais que isto, já me ajudou bastante no sentido de perceber que a falha não está em mim, ou no meu trabalho, ou ainda nas minhas competências profissionais e que sou competente no que faço.
Ah, já me esquecia como é bom trabalhar com um destes!
Nestes dois dias também voltei à saga dos transportes públicos com alguns episódios caricatos que não posso deixar de comentar aqui, mas noutro post.

quarta-feira, abril 16, 2008

Ao longe o mar

Hoje voltámos à praia, apesar do tempo estar menos convidativo. Sabe bem vêr o mar, descansa, acalma, renova... há qualquer coisa nisto de ir vêr o mar, não sei explicar...
Há anos que vivo em Setúbal e raramente venho vêr o mar... talvez por sabê-lo aqui perto tomo-o por garantido e não o visito tantas vezes. Se tivesse que ir viver para o interior do país só pensaria na falta que o mar me faz... Isto acontece com quase toda a gente. Somos, no mínimo, uns seres estranhos!
A coisa por aqui não avizinha melhoras e, com quase toda a certeza, dias de grande luta virão, mas por agora aproveito o descanso (mesmo que encapotado, pois a ansiedade não me deixa nunca estar em paz e sereno).
Deixo-vos com esta música, retrato interior mais que perfeito desta tarde:

Ao longe o mar
Madredeus
Letra e música: Pedro Ayres Magalhães

Porto calmo de abrigo
De um futuro maior
Ainda não está perdido
No presente temor
Não faz muito sentido
Já não espero o melhor
Vem da névoa saindo
A promessa anterior
Quando avistei ao longe o mar
Ali fiquei parada a olhar
Sim, eu canto a vontade
Canto o teu despertar
E abraçando a saudade
Canto o tempo a passar
Quando avistei ao longe o mar
Ali fiquei parada a olhar
Quando avistei ao longe o mar
Sem querer deixei-me ali ficar

terça-feira, abril 15, 2008

Praia, namoro e descanso

Me and He at the beach

Hoje segui um conselho deste moço e assim aceitei sem pestanejar o convite do meu moço.
Não é por estar carrancudo e fechado em casa que os meus problemas se resolvem melhor ou mais depressa, então resolvi ir espairecer, sem pensar muito no imbróglio que está a minha vida, somente aproveitar um pouco das coisas boas que tenho aqui mesmo à saída de casa.
Um pouco de praia, de mar e de sol não resolverão os meus problemas, é certo, mas ajudam a descansar a cabeça nem que seja por uns momentos.
Dias melhores virão, assim o espero!

segunda-feira, abril 14, 2008

I Love the World


Anúncio da agência 72andSunny para o renovado Discovery Channel.
Wish it were true for me too

quinta-feira, abril 10, 2008

quarta-feira, abril 09, 2008

Trois couleurs: Bleu - Liberté

De um post destes queridos juntos, sobre o Amor nos textos do Capítulo 13 da 1.ª Carta (ou Epístola) de S. Paulo aos Coríntios, chegou-me outra lembrança. Essa outra lembrança é a obra sublime do compositor Zbigniew Preisner para o filme Bleu (Liberdade) - um terço da trilogia francesa "Trois Couleurs", onde se juntam mais dois filmes, Blanc (Igualdade) e Rouge (Fraternidade), todos do realizador polaco Krzysztof Kieslowski (é com cada nome!).
Pouco me lembro da história dos três filmes. Neste Bleu temos Juliette Binoche, ainda muito nova, no papel de Julie, uma viúva de um maestro e compositor francês muito famoso. O marido foi vítima de um acidente de carro juntamente com a filha de ambos e só Julie sobrevive. Além de ter de lidar com o peso destas perdas e ter de andar com a sua vida para a frente, é-lhe pedido que termine a obra que havia sido encomendada ao marido - uma composição para coro e orquestra com o pomposo título "Canção para a Unificação da Europa". O resto da história, para quem não conhece, pode ser lida também aqui.
Esta obra é magnífica e perpassam trechos da mesma por todo o filme. Aqui neste vídeo, é a cena final de Bleu onde Julie reencontra a obra do marido e nós podemos ouvi-la na sua totalidade.
O som é magnífico, mas eu não sabia nada sobre o que cantavam. Foi esta grande querida (que tanta coisa me ensinou) que me explicou o que era. O coro canta, em grego, o texto da 1.ª Carta de São Paulo aos Coríntios 13. Através desta fonte trago-vos os textos em três versões: nos originais caracteres gregos em primeiro, depois nos latinos e por fim a tradução para o nosso português. Apreciem:

I Coríntios 13
1.
Εαν ταις γλώσσαις των ανθρώπων λαλω και των αγγέλων,
Ean tes glosses ton anthropon lalo, ke ton angelon,
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,

αγάπην δε μη εχω, γέγονα χαλκος ηχων η κύμβαλον αλαλάζον.
agapi de mi echo, jegona chalkos ichon i kimvalon alalazon.
se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.

2.
και εαν εχω προφητείαν και ειδω τα μυστήρια πάντα
ke ean echo profitian, ke ido ta mistiria panda,
Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência,

ωστε ορη μεθιστάναι, αγάπην δε μη εχω, ουθέν ειμι.
oste ori methistane, agapin de mi echo, outhen imi.
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou.

4.
Η αγάπη μακροθυμει, χρηστεύεται,
i agapi makrothimi, christefete,
O amor é paciente, o amor é prestável,

η αγάπη ου ζηλοι, ου περπερεύεται, ου φυσιουται,
i agapi ou zili, ou perperefete, ou fisioute,
não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso,

7.
πάντα στέγει, πάντα πιστεύει, πάντα ελπίζει, πάντα υπομένει.
panda stegi, panda pistevi, panda elpizi, panda ipomeni.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8.
Η αγάπη ουδέποτε πίπτει. ειτε δε προφητειαι, καταργηθήσονται.
i agapi oudepote pipti. ite de profitie, katargithisonte.
O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim,

ειτε γλωσσαι, παύσονται. ειτε γνωσις, καταργηθήσεται.
ite glosse, pafsonte. ite gnosis, katargithisete.
o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil.

13.
νυνι δε μένει πίστις, ελπίς, αγάπη, τα τρία ταυτα.
nini de meni pistis, elpis, agapi, ta tria tauta.
Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor;

μείζων δε τούτων η αγάπη.
mizon de touton i agapi.
mas a maior de todas é o amor.

Para dias cinzentos...

...anúncios coloridos

terça-feira, abril 08, 2008

Para dias cinzentos...

...músicas coloridas

segunda-feira, abril 07, 2008

domingo, abril 06, 2008

4 Minutes to Save the World - Madonna feat. Justin Timberlake & Timbaland [OFFICIAL VIDEO]

Já por aí anda no Youtube, horas antes do lançamento oficial, o novo vídeo da galáctica, global, gigantesca, mega, giga, tera estrela, the one and only: Madonna - The Queen of Pop.
Apreciem-no antes que seja removido:

Quanto ao principezinho Timberlake nota 10 para ele também.
Temos novo hit pois então, como só ela sabe fazer e vender-se. Acaba assim todo o suspense que se andou a fazer à volta disto, apesar de ainda faltar uns dias para sair o album completo, o tal "Hard Candy" de que vos falei aqui (há precisamente um mês atrás).
Aproveitem para disfrutar o novo vídeo enquanto é novidade, pois será mais uma daquelas músicas que nos vamos fartar de ouvir e mudar de estação assim que começar, de tanto que ela vai ser tocada.
A SIC tem anunciado durante todo o dia de hoje que são eles a fazer o lançamento exclusivo aqui no burgo, mais logo à noite... cof, cof, cof.

sexta-feira, abril 04, 2008

Jump

Esta semana foi umas das piores, nos últimos anos, a nível profissional. O meu silêncio, caros e fiéis leitores, deve-se tão somente ao impasse que atravesso no momento... não tenho vontade para grande coisa, nem para isto!
Estou numa fase de balanços e balancetes, análises e requalificações de rumos a seguir daqui para a frente. Não sei o que fazer, só esta sensação de abismo eminente e o salto em frente que urge... mas para onde?